Entrevista com Renato Babalu

Em entrevista concedida a Gracie Magazine, Renato Sobral, o Babalu, falou sobre o agitado momento na carreira, que após ser demitido pelo UFC assinou contrato com HCF, Strikeforce, Rings os Fire e Xcess Fighting.

Conte um pouco como se desenrolou sua última luta.

Babalu: Eu estou treinando muito, então estava bem preparado. O cara era um striker da equipe do Overeen e do Semmy Schilt, a Golden Glory. Botei pra baixo, passei e acabei pegando ele no katagatami, a luta durou dois minutos e meio.

E sua próxima luta contra o Vernon White?

Babalu: O cara é veterano de vários eventos, vou respeitá-lo como a todos que me respeitam. Vou para cima, fazer o meu jogo, se ele der mole eu finalizo.

Como andam os treinos em geral?

Babalu: Estou treinando muito como sempre. Estou fazendo o meu Jiu-Jitsu na Gracie Barra aqui da Califórnia, que é perto da onde eu moro, em Orange County. Temos uns treinos muito bons com Cachorrinho, Rômulo Barral, Roberto Tussa, Marcinho Feitosa, além de muitos outros. A parte de MMA faço na academia CSW, com uns caras muito bons, entre eles o Josh Barnett.

O Josh Barnett é muito duro?

Babalu: Muito. O cara tem cento e tantos quilos e é muitos técnico. Mas eu treino com qualquer um.

Mudando de assunto, você guarda alguma mágoa do UFC? Você agora tem muitos contratos, dá pra viver bem sem o UFC?

Babalu: Nenhuma. Pelo contrário, sou muito grato pela organização que me promoveu e me ajudou muito na carreira. Hoje em dia o problema do UFC é que existem muitos lutadores bons lá e por isso acabam lutando muito pouco e eu gosto de lutar toda hora. Agora estou com muitos compromissos, estou ganhando mais do que na época de UFC. Acabei me dando bem, mas tenho plena consciência de que sou reconhecido hoje em dia graças ao UFC também. É como um pai que briga com um filho, você não guarda mágoas e como o Dana White mesmo disse, as portas não estão fechadas para mim. Eu tenho as minhas convicções e minhas preferências, mas se hoje temos muito reconhecimento, é com a ajuda do UFC.

Como você vê esse crescimento do MMA no mundo?

Babalu: Aqui nos Estados Unidos o esporte está se tornando muito grande, está passando direto na televisão aberta, semana passada passou um especial na CBS, que é a Rede Globo daqui. Os lutadores aqui tem um reconhecimento muito grande, assim como os atletas de outros esportes, como o basquete. Às vezes fico triste saber que no Brasil não temos tanto reconhecimento, fora a galera que acompanha ou é do meio, mais ninguém conhece nós lutadores, que estamos aqui representando e levantando o nome do Brasil aqui fora. O Anderson Silva é campeão daqui, já bateu muita gente boa e não vemos ele sendo recebido no aeroporto com bandeira do Brasil, desfilando em carro de bombeiro e coisas do tipo. Nunca vi o presidente recebendo um lutador em Brasília, mas já vi recebendo algumas pessoas nada a ver. É um pouco triste que nós atletas tenhamos que nos mudar para poder ter um bom reconhecimento.

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