Cinco melhores momentos da carreira de Anderson Silva no UFC

Entre no clima do UFC 208 relembrando os principais momentos do ex-campeão brasileiro dentro do Ultimate

A. Silva (foto) é um dos maiores de todos os tempos Foto: Josh Hedges/UFC

A. Silva (foto) é um dos maiores de todos os tempos Foto: Josh Hedges/UFC

Aos 41 anos e com 42 lutas em uma carreira no MMA que começou há quase 20 anos, Anderson Silva segue desafiando o tempo. Neste sábado (11), o Spider volta ao octógono para enfrentar Derek Brunson no UFC 208 e busca a redenção, após duas derrotas seguidas e sem vencer desde outubro de 2012.

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Campeão do Ultimate com mais defesas seguidas de cinturão (10), dono do recorde de knockdowns no UFC (17), de 13 prêmios de performance, incluindo sete por Nocaute da Noite, além de ter sido campeão do Shooto e do Cage Rage, Anderson pensa em se divertir, mas não descarta uma luta pelo título, principalmente se o dono do cinturão que foi seu por 2.457 dias ainda for Michael Bisping.

Enquanto isso, o SUPER LUTAS preparou uma viagem no tempo e destacou os cinco melhores momentos da carreira de Anderson Silva no UFC. Desde a estreia, passando pelas defesas mais marcantes e a volta por cima após uma lesão que encerraria a carreira de grande parte dos atletas.

                                                           1 – Estreia arrasadora e título

A. Silva conquistou o título sobre R. Franklin e o derrotou de novo em uma defesa de cinturão (FOTO: Josh Hedges/Getty Images)

A. Silva conquistou o título sobre R. Franklin (FOTO: Josh Hedges/Getty Images)

Em 2006, Anderson Silva, após passagens por Shooto, Pride e Cage Rage, chegou ao UFC. Contra o duro Chris Leben, o brasileiro deu show e nocauteou o norte-americano no primeiro assalto. A performance lhe deu a chance de desafiar Rich Franklin, campeão dos médios e um dos queridinhos do Ultimate. Mais um nocaute no round inicial e o Spider se tornava o terceiro brasileiro dono de um cinturão linear do UFC, após os feitos de Murilo Bustamante e Vitor Belfort.

A vitória sobre Franklin chocou quem ainda não conhecia o estilo do brasileiro, mas o norte-americano foi um dos que sabiam que isso podia acontecer. Após se aposentar, “Ace” admitiu que teve medo de Anderson antes dos duelos entre os dois. Após uma luta contra Travis Lutter (que não valeu o título, pois Lutter não bateu o peso) e uma defesa diante de Nate Marquardt, a revanche contra Franklin foi parecida, mas o nocaute só veio no segundo assalto.

                                  2 – Performance histórica contra Griffin

A. Silva deu show contra F. Griffin (FOTO: Josh Hedges/Getty Images)

A. Silva deu show contra F. Griffin (FOTO: Josh Hedges/Getty Images)

Depois de fechar o livro da sua primeira rivalidade no UFC, contra Rich Franklin, Anderson seguiu enfileirando defesas e se aventurou até nos meio-pesados, vencendo facilmente James Irvin. Mas após duas performances abaixo da média contra Patrick Cótê e Thales Leites, veio a desconfiança.

Apesar de ter dominado o canadense e o brasileiro, o Spider foi muito criticado pelas brincadeiras. E o UFC lhe deu uma pedreira para sua próxima luta: o ex-campeão meio-pesado Forrest Griffin. Diante do adversário mais forte e mais pesado, Anderson deu show no que é reconhecida hoje como sua melhor performance dentro do octógono.

Desviando dos socos como se estivesse na Matrix (definição do comentarista Joe Rogan), Silva brincou com Griffin e lhe deu vários knockdowns antes de liquidar a fatura com um jab. Isso mesmo. Anderson nocauteou Forrest Griffin com um jab.

                                                 3 – Rivalidade com Chael Sonnen

No UFC 148, o acerto de contas com o rival C. Sonnen: nocaute decisivo (FOTO: Donald Miralle/Getty Images)

No UFC 148, o acerto de contas com o rival C. Sonnen (FOTO: Donald Miralle/Getty Images)

Após a luta contra Griffin, Anderson foi criticado novamente por sua atuação contra Demian Maia no UFC 112. Alguns meses depois, teve seu grande teste no Ultimate. Com um problema na costela, o brasileiro foi dominado pelo wrestler Chael Sonnen durante quatro rounds e meio. No fim da luta, quando todos já achavam que o norte-americano encerraria o reinado do Spider, veio a finalização salvadora: um triângulo que quase apagou Sonnen.

No UFC 148, após muita confusão e provocações de lado a lado, veio a vitória decisiva. Após um primeiro assalto dominado novamente por Sonnen, Anderson encontrou seu ritmo e nocauteou o arquirrival no segundo round, encerrando mais uma rivalidade com a mão erguida.

                                                  4 – Nocaute sobre Belfort e UFC Rio

Histórico UFC 126 terminou com nocaute de Anderson sobre V. Belfort (FOTO: Jed Jacobsohn/Getty Images)

UFC 126 terminou com nocaute sobre V. Belfort (FOTO: Jed Jacobsohn/Getty Images)

No UFC 126, Anderson Silva finalmente enfrentou Vitor Belfort, que vinha buscando essa luta há anos. A rivalidade dos dois fora do octógono chamou a atenção do fã casual brasileiro e essa luta é tida como uma das mais importantes para a explosão do Ultimate no Brasil.

Dentro do cage, o nocaute mais icônico da carreira de Anderson. Após alguns minutos de estudo, o Spider acertou um chute frontal no queixo de Vitor Belfort, que caiu desnorteado e acabou nocauteado. O campeão passava com nota máxima por mais uma grande prova em sua carreira.

Meses depois, o UFC desembarcou no Rio de Janeiro pela primeira vez. Com casa cheia na HSBC Arena, Anderson vingou sua última derrota, por desclassificação, nocauteando o japonês Yushin Okami e dando show para o fã brasileiro. Seria sua antepenúltima vitória.

                                                   5 – Lesão grave e volta por cima

Fratura exposta contra Weidman (FOTO: Donald Miralle/Getty Images)

Fratura exposta contra Weidman (FOTO: Donald Miralle/Getty Images)

Após passar por Sonnen no UFC 148 e salvar o UFC 153 ao nocautear Stephan Bonnar, Anderson foi surpreendido e perdeu pela primeira vez no UFC. O carrasco foi Chris Weidman, que se tornou campeão ao nocautear o Spider no segundo round do UFC 162. Meses mais tarde, desfecho ainda mais trágico para Anderson na revanche: após ser dominado no primeiro assalto, sofreu fratura exposta na canela ao ter um chute defendido pelo novo campeão.

Apesar da gravidade da lesão e da idade avançada de Silva (na época com 38 anos), o brasileiro insistiu em tentar um retorno às lutas. Após muito trabalho psicológico e físico, o brasileiro surpreendeu e retornou contra Nick Diaz, pouco mais de um ano após a grave contusão.

Dentro do octógono, vitória por decisão unânime contra o norte-americano. Após ser pego no antidoping, porém, a luta ficou sem resultado. Após cumprir sua suspensão, Anderson voltou contra Michael Bisping e perdeu de forma polêmica. No UFC 200, fez sua última luta, contra Daniel Cormier, tendo apenas dois dias para se preparar. Mesmo assim, fez bonito contra o campeão meio-pesado e chegou a machucá-lo com um chute nas costelas. Mesmo assim, nova derrota por decisão unânime. A verdade é que, mesmo sem triunfos desde a lesão, Anderson já pode ser considerado um vitorioso apenas por ter voltado a lutar.

 

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