Exclusivo: Minotauro elogia motivação de Anderson e fala do futuro do UFC no Brasil

Ex-campeão e atual embaixador do UFC no Brasil falou também sobre Ronaldo Jacaré e problemas do MMA nacional

R. Nogueira acredita em vitória de A. Silva (FOTO: Josh Hedges/Getty Images)

R. Nogueira acredita em vitória de A. Silva (FOTO: Josh Hedges/Getty Images)

Um dos grandes responsáveis pela explosão de Anderson Silva no UFC, o ex-lutador Rodrigo Minotauro se disse animado com a preparação do amigo para a luta com Derek Brunson no UFC 208 deste sábado (11). Minota foi uma das pessoas que mais insistiu para que Anderson não se aposentasse quando deixou a equipe Chute Boxe e, depois disso, virou um dos melhores amigos do Spider.

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Ao SUPER LUTAS, o embaixador do UFC no Brasil falou sobre o duelo do amigo contra Brunson, ressaltando que Anderson está mais motivado do que nunca e quer mostrar ao mundo que ainda pode contribuir com o MMA.

“A gente ouve muita gente de fora menosprezar e falar que ele já era. Mas a verdade é que ele continua muito bem (…)Ele está muito motivado também, quer fazer mais lutas no UFC e mostrar que ainda tem muito para dar ao esporte”, comentou.

Minotauro também deu pistas do que esperar do futuro do UFC no Brasil, mas preferiu não entrar em polêmica quando a pergunta foi quem mais merecia uma chance pelo título, entre Ronaldo Jacaré e o próprio Anderson Silva.

“Essa pergunta eu deixo para o Dana White, não me meto nisso (risos)”, ressaltou.

Leia a entrevista com Rodrigo Minotauro:

SUPER LUTAS: Minotauro, você acompanhou os treinos do Anderson, que fez sua preparação no Rio. Como você o sente entrando nessa luta com o Brunson? Ele ainda tem fome de buscar o título?
Rodrigo Minotauro: A gente ouve muita gente de fora menosprezar e falar que ele já era. Mas a verdade é que ele continua muito bem. É claro que não é mais um garoto, mas ainda consegue lutar em alto nível. Provou isso contra o Bisping e contra o Cormier, e para essa luta podem esperar mais uma boa apresentação. Ele está muito motivado também, quer fazer mais lutas no UFC e mostrar que ainda tem muito para dar ao esporte. Quanto ao título, seria uma consequência.

SL: E o Jacaré, como está a questão do título na cabeça dele, na sua opinião de amigo pessoal dele?

RM: O Jacaré já deixou bem claro a opinião dele, claro que não está satisfeito, mas está feliz no UFC. Como ele mesmo disse, tem um bom salário, um bom contrato… Mas se ele continuar na batida que está, uma hora vai ser inevitável ele disputar esse título.

SL: Como está a vida de embaixador do UFC no Brasil?
RM: É uma vida diferente da qual eu estava habituado. Mais roupa, mais tempo no escritório, mais reuniões… Mas já me adaptei e posso dizer que estou muito feliz nessa função.

SL: E como olheiro, o que tem te agradado no MMA nacional, que você queira levar para o UFC?
RM: Vejo muitos atletas talentosos no Brasil, mas o grande problema é a mentalidade deles e dos técnicos. É importante os jovens serem formados, passarem por etapas até estarem prontos para o UFC ou outros eventos maiores. Muitos acabam pulando etapas e se queimando, ficando com carteis muito irregulares, por exemplo.

SL: Na qualidade de dirigente do UFC, se Anderson e Jacaré vencerem bem suas lutas, para quem deveria ir o próximo title shot?
RM: Essa eu deixo para o Dana White, não me meto nisso (risos).

SL: Qual a grande esperança de cinturão para o Brasil, na sua opinião, em 2017?
RM: Seria injusto apontar uma. Acho que temos grandes atletas com boas chanes. O Dos Anjos mudou de categoria mas é um cara que acredito muito, o próprio Jacaré. Temos o Cigano que pode lutar com o Miocic e recuperar esse título.

SL: Qual a expectativa para o evento de Fortaleza? A diminuição no número de cards brasileiros ajuda na hora de montar eventos com mais lutadores conhecidos?
RM: O Nordeste tem uma energia diferente, né? O último evento lá foi um grande sucesso e não tenho dúvidas que esse também será.

SL: O que pode ser revelado dos planos do UFC para o Brasil neste ano? Número de eventos, locais, etc…
RM: O Brasil continua sendo um mercado estratégico para o UFC, mas é claro que hoje também olhamos para outros mercados com mais interesse do que antes.

SL: Como você vê os cinturões brasileiros de Aldo e Amanda no futuro próximo? Acha que eles podem se manter no topo por muito tempo?
RM: O Aldo tem condições técnicas para manter por muito tempo, mas pode ser que ele suba de categoria, então não sei. A Amanda tem uma missão mais complicada. É uma categoria muito difícil, com várias atletas de qualidade. Vejo ele muito bem, com chances de bater em todas. Mas ao mesmo tempo não vejo sobrando como o Aldo no quesito técnico.

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