De olho no topo, Tanquinho enaltece divisão dos galos e mira revanche com Garbrandt

Em entrevista ao SUPER LUTAS, peso galo, que enfrenta Sterling neste sábado (15), falou sobre seus planos no Ultimate

Tanquinho fará sua terceira luta no UFC (Foto: Jeff Bottari/UFC)

Tanquinho fará sua terceira luta no UFC (Foto: Jeff Bottari/UFC)

Após conquistar sua primeira vitória no Ultimate em janeiro deste ano, o peso galo Augusto Tanquinho retorna ao octógono neste sábado (15) para enfrentar Aljamain Sterling, em duelo do card preliminar do UFC Kansas, nos Estados Unidos. Apesar de não figurar entre os 15 melhores ranqueados da categoria, o brasileiro tem planos audaciosos para seu futuro na organização: disputar o cinturão e, de quebra, conseguir uma revanche contra o atual campeão Cody Garbrandt, responsável pela sua primeira derrota no MMA, justamente em sua estreia no Ultimate.

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“Tudo depende das minhas atuações. Acredito que vencendo o Sterling, e na sequência enfrentando um top 5, eu estarei a uma ou duas lutas da disputa de cinturão. Quem sabe uma possível revanche contra o Cody Garbrandt. Para falar a verdade, eu quero muito enfrentá-lo de novo”, garantiu o lutador, em entrevista exclusiva ao SUPER LUTAS.

Contudo, Tanquinho sabe que não terá vida fácil na divisão. Com nomes como Dominick Cruz, TJ Dillashaw e John Lineker a sua frente, o carioca garante que está pronto e motivado para enfrentar os melhores do mundo até 61kg.

“A divisão tem muitos caras bons, tantos os brasileiros quanto os gringos. É muito disputada, e isso só faz as lutas serem mais animadas, algo que certamente agrada o público. Quanto mais cara duro tiver, melhor. Eu sou do princípio que não vê muita graça em ser campeão em uma categoria que não tenha adversários bons, pelo menos no jiu-jítsu foi assim. Eu sempre lutei contra os melhores do meu peso, e é essa mentalidade que eu tenho no MMA. Quero me testar contra os melhores, eu acredito no meu potencial e me vejo indo muito longe na categoria”, declarou Tanquinho.

Questionado a respeito da estratégia para superar Sterling, o campeão mundial de jiu-jítsu não escondeu que o plano é levar o combate para o solo, mas garantiu que está preparado para lutar em pé, caso não consiga executar o plano inicial.

“Eu sou um cara do jiu-jítsu, né? Se pintar a oportunidade de levar a luta para o chão, eu vou levar, mas isso não significa que eu vou fugir da luta em pé. O Sterling é um bom wrestler, não será fácil levá-lo para o chão, então vou ter que usar um pouco da trocação. Ele se movimenta muito, tem um corpo atlético, é bem forte para categoria. Apesar de se movimentar e chutar bastante, ele não tem uma boa combinação de mãos, e até por isso ele venceu a maioria de suas lutas usando seu wrestling, levando para o solo. Espero que ele venha me derrubar, pois assim nós lutaremos exatamente onde eu quero estar”, disse Augusto.

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SUPER LUTAS: Você vai para sua terceira luta no UFC, todas contra oponentes considerados da elite (Cody Garbrandt, Frankie Saenz e agora o Aljamain Sterling). Enxerga isso como um tipo de reconhecimento do UFC para com você, sempre te testando contra caras relevantes? 

Augusto Tanquinho: Creio que sim. Eu sempre peço por boas lutas, e acredito que o UFC vê meu potencial. Quando acabou a luta contra o Saenz, eu já entrei em contato com eles e disse que estava saudável, para arranjarmos outra luta, independente do adversário, eu me coloquei à disposição para enfrentar qualquer um. Então, acho que o UFC está acreditando que eu posso ir longe na categoria, por isso tem me dado caras duros.

SL: Você e o Sterling vivem momentos diferentes. Você vem de vitória, enquanto ele sofreu duas derrotas recentes. Acha que a confiança pode ser um diferencial a seu favor nessa luta? 

AT: Eu acredito que sim, ele pode sentir essa pressão de ter duas derrotas seguidas, embora ambas tenham sido para opoentes da elite e em decisões divididas. Contudo, pode ter os dois lados. Ele pode sentir um pouco (a pressão), como também pode usar isso como uma motivação extra para voltar a vencer. Estou preparado para qualquer coisa que ele apresentar no dia da luta.

SL: O que você estudou sobre o jogo do Sterling? Qual será a sua estratégia?

AT: Eu sou um cara do jiu-jítsu, né? Se pintar a oportunidade de levar a luta para o chão, eu vou levar, mas isso não significa que eu vou fugir da luta em pé. O Sterling é um bom wrestler, não será fácil levá-lo para o chão, então vou ter que usar um pouco da trocação. Pelo que estudei, ele se movimenta muito, tem um corpo atlético, é bem forte para categoria. Apesar de se movimentar e chutar bastante, ele não tem uma boa combinação de mãos, e até por isso ele venceu a maioria de suas lutas usando seu wrestling, levando para o solo. Espero que ele venha me derrubar, pois assim nós lutaremos exatamente onde eu quero estar.

SL: Em caso de vitória, você deve entrar no ranking dos galos, uma vez que o Sterling é o 8º da lista. Tem algum nome ranqueado que você gostaria de enfrentar? 

AT: Eu gostou muito de pensar nisso depois da luta, até porque eu me cobro muito, gosto de ver como foi minha atuação. Mas tendo uma visão otimista, eu gostaria de enfrentar algum adversário do top 5. Quero enfrentar alguém do topo na sequência.

SL: Logo após sua primeira vitória, em janeiro, você pediu para lutar no UFC Fortaleza, que ocorreu em março. A oportunidade não veio, mas agora tem o UFC 212, dia 3 de junho, no Rio de Janeiro. Você acha que ainda dá tempo de ser escalado no card?

AT: A minha ideia era lutar nesse card do Rio de Janeiro, pois sou carioca, nascido e criado lá, mas eu não queria esperar até junho. Como eu lutei em janeiro, logo depois da minha luta eu já estava cobrando o pessoal do UFC por um novo combate. A ideia era ter voltado em março, em Fortaleza, para depois ter um tempo de descanso e retornar no UFC 212, no Rio. Infelizmente acabou não rolando, e me colocaram para lutar no dia 15 de abril. Então vou esperar para ver como estará meu corpo, se eu consigo emendar um camp no outro e, claro, ver se o UFC terá interesse de me escalar no card do Rio de Janeiro. Eu gostaria muito, mas também preciso respeitar o meu corpo. Vamos ver depois da luta.

SL: A categoria dos galos é a que mais possui brasileiros ranqueados (são seis). Como você avalia o atual momento da divisão, especialmente a elite? 

AT: A divisão tem muitos caras bons, tantos os brasileiros quanto os gringos. É muito disputada, e isso só faz as lutas serem mais animadas, algo que certamente agrada o público. Quanto mais cara duro tiver, melhor. Eu sou do princípio que não vê muita graça em ser campeão em uma categoria que não tenha adversários bons, pelo menos no jiu-jítsu foi assim. Eu sempre lutei contra os melhores do meu peso, e é essa mentalidade que eu tenho no MMA. Quero me testar contra os melhores, eu acredito no meu potencial e me vejo indo muito longe na categoria.

SL: Quais são seus objetivos a curto prazo dentro da categoria?

AT: Tudo depende das minhas atuações. Acredito que vencendo o Sterling, e na sequência enfrentando um top 5, eu estarei a uma ou duas lutas da disputa de cinturão. Quem sabe uma possível revanche contra o Cody Garbrandt. Para falar a verdade, eu quero muito enfrentá-lo de novo.

SL: Faça uma avaliação da próxima disputa de título da categoria, entre o campeão Cody Garbrandt e TJ Dillashaw. 

AT: É difícil falar dessa luta, eles eram companheiros de treinos, nós não sabemos o que acontecia no dia-dia, no treinamento deles. O Garbrandt é um cara muito perigoso, é confiante, tem a mão pesada, já provou isso em suas lutas anteriores. Porém se tem alguém que saiba seus pontos fracos, esse alguém é o TJ Dillashaw, que treinou com ele diariamente durante muitos anos. Acho que será uma luta interessante.

SL: Você apontaria algum favorito para o duelo? 

AT: Eu acho que o Garbrandt vai manter o cinturão. Ele está em um bom momento, está confiante, e da mesma maneira que o TJ sabe as coisas do Garbrandt, o Garbrandt também sabe do TJ, então será uma luta muito estudada.

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