Judô do Brasil pode ficar fora de Pequim

Dono de 13 medalhas nos Jogos Pan-Americanos e segundo lugar geral no Mundial de 2007, o judô do Brasil está ameaçado de ficar fora dos Jogos Olímpicos de Pequim. O motivo é uma briga política entre a União Pan-Americana de Judô (UPJ) e a Confederaçã

o Brasileira da modalidade que vem se arrastando, e culminou com uma reunião que será organizada pela CBJ esta semana, no Rio de Janeiro. Segundo matéria do jornal “Folha de S. Paulo”, o presidente da UPJ, o dominicano Jaime Casanova Martines, acusa a CBJ de tentar, junto com a federação uruguaia, aplicar um “golpe de estado”, para destituí-lo do cargo na união pan-americana.
Martinez ameça o Brasil de desfiliação, o que acabaria com os sonhos olímpicos do judô nacional, já que o artigo 1º do estatuto da Federação Internacional de Judô (FIJ), diz que só reconhece filiações de países membros de entidades continentais. O dominicano acusa ainda de as federações oferecerem dinheiro para passagens aéreas, acomodações e muitos outros benefícios aos cartolas convidados. Presidente da Confederação Brasileira, Paulo Wanderley confirma a reunião no Rio, dizendo que ela “é uma reunião privada de alguns países pan-americanos e que não tem nada a ver com a UPJ, cujo presidente tem medo das nossas ações e reage com ameaças”.
– É mais fácil a FIJ não reconhecer a UPJ do que desfiliar o Brasil – desdenha Paulo Wanderley, afirmando ainda que a reunião terá custo zero para a CBJ.

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