Comissão aprova criação de 4 divisões e novas regras no corte de peso

Preocupada com a saúde dos atletas, a Comissão Atlética do Estado da Califórnia pretende inovar no mundo do MMA

MMA pode ganhar novas categorias de peso (Foto: Daniel Ramalho/Inovafoto/UFC)

MMA pode ganhar novas categorias de peso (Foto: Daniel Ramalho/Inovafoto/UFC)

A Comissão Atlética do Estado da Califórnia (CSAC, sigla em inglês) aprovou um projeto que pode revolucionar o mundo do MMA. Visando uma maior proteção aos atletas envolvidos no evento, a organização propôs um plano de 10 pontos contra a prática de corte extremo de peso. As novas regras serão estreadas no UFC 214, que acontece no dia 29 de julho, em Anaheim (EUA).

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Entre as principais mudanças sugeridas pela Comissão, estão a criação de mais quatro categorias de peso, segunda pesagem oficial no dia do evento e multa maior para os atletas que falharem na balança. Organizações de MMA como o UFC, Bellator e Invicta FC apoiaram o pacote de mudanças no estado, em demonstração de preocupação com a saúde dos atletas.

“As partes interessadas (organizações de MMA) estavam envolvidas neste processo. Posso dizer com certeza que os promotores de lutas concordam que o corte extremo de peso é um grande problema também. Isso não é apenas unilateral. Este é um problema para eles, este é um problema para toda a indústria”, declarou Andy Foster, diretor executivo da CSAC.

Entretanto, embora as companhia concordem com as novas regras, elas não devem ser implantadas de imediato. O Bellator, por exemplo, enviou uma carta solicitando a implementação gradual das novas divisões de peso.

Andy também explicou que outra mudança seria no acompanhamento do corte de peso do lutador. No caso, os atletas teriam que se pesar faltando 30 dias e 10 dias antes do confronto. Dessa maneira, poderia ser avaliado se eles se encontram na categoria segura para que haja o corte de peso no dia anterior ao combate.

“Se temos um lutador contratado para os pesos-leves (até 70kg), mas estão com 88kg um mês antes, então, talvez, seja hora do promotor, dos médicos, analisarem e questionarem se é, realmente, a categoria ideal”, concluiu Foster.

Confira abaixo o plano de 10 pontos aprovados pela CSAC:

1) Solicitar que os lutadores de MMA selecionem a categoria de peso mais baixa para competir. Fazer perguntas sobre o corte de peso e desidratação para que seja aprovado para competir. A divisão escolhida deve ser declarada segura por um médico;

2) O lutador que falhar na pesagem oficial é multado em 20% da sua bolsa, com 10% indo para a Comissão e 10% para seu adversário. Além de um desconto de 20% no bônus de premiação, em caso de vitória, com o dinheiro indo integralmente para o oponente;

3) Quatro classes de peso adicionais – 165 libras (74,8kg), 175 libras (79,4kg), 195 libras (88,5kg) e 225 libras (102,1kg) – para dar aos atletas mais opções;

4) Alterações de política para a forma como as lutas são aprovadas, com ênfase na categoria de peso apropriada;

5) Restrições de categoria de peso para lutadores que falharem na pesagem mais de uma vez. Esses atletas podem ser obrigados a competir em uma divisão mais alta até que um médico certifique que é apropriado e a Comissão aprove;

6) Continua o procedimento de pesagem mais cedo, na véspera da luta, para permitir aos lutadores o tempo máximo para reidratação;

7) Uma segunda verificação do peso no dia do evento, para garantir que os lutadores não ganharam de volta mais que 10% do seu peso corporal. Atletas que ganharem peso excessivo podem ser convidados a passar para uma categoria de peso mais alta;

8) Verificar a desidratação por gravidade específica da urina e/ou física por médicos da CSAC.

9) Recomendação de uma verificação de peso de 30 dias e 10 dias antes para “lutas de título de alto nível”, semelhante àquelas feitas por algumas organizações de boxe;

10) Exame e educação para matchmakers, promotores de evento, treinadores e atletas na oferta, aceitação e contratação de lutas.

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