Belfort descarta deixar o UFC e pede revanche com Liddell

Brasileiro, que havia anunciado sua aposentadoria, garante que treinos para o UFC 212 'reacenderam sua chama'

Belfort pretende seguir lutando no UFC (Foto: Buda Mendes/UFC)

Belfort pretende seguir lutando no UFC (Foto: Buda Mendes/UFC)

Mesmo focado na última luta de seu contrato com o Ultimate, que ocorre no UFC 212 deste sábado (3), Vitor Belfort já pensa no futuro. E, após enfrentar Nate Marquardt, a ideia do brasileiro é mesmo continuar na organização aonde estreou em 1997, aos 19 anos. O Fenômeno, que chegou a anunciar sua aposentadoria para depois da luta no Rio, garante que o período de treinos para o combate contra o norte-americano “reacendeu sua chama”.

E mais: Belfort já tem uma ideia para o seu próximo combate dentro do Ultimate. Ao saber que Chuck Liddell estava pensando em voltar da aposentadoria, o ex-campeão meio-pesado admitiu que uma revanche com o rival, também antigo dono do cinturão até 93 kg. do Ultimate, seria um próximo passo natural.

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“Isso aí é só boato, não pretendo sair não. Fiquei sabendo que o Chuck Liddell quer voltar a lutar, tenho essa minha ideia de criar a categoria das lendas, acho que pode ser uma grande revanche no UFC, porque acho que a primeira luta eu ganhei e deram para ele. (…) Eu vejo muito futuro dentro do UFC, não só como lutador, você sabe o que eu fiz como lutador, me sinto privilegiado de ter ajudado a organização a chegar aonde chegou hoje, mas eu sinto que tenho muito ainda pra poder ajudar, principalmente na união entre os atletas e a organização”, comentou o brasileiro, em entrevista ao programa Revista Combate.

Uma das razões para Vitor querer permanecer no UFC, como lutador ou dirigente, é ajudar a preservar a memória do esporte. Segundo o Fenômeno, os novos donos do Ultimate têm feito um ótimo trabalho ao adicionar novas divisões e dar mais espaço para talentos emergentes, mas estão pecando ao apreciar as lendas do MMA.

“Fico muito feliz de ver esses novos donos, junto com o Dana White, criando novos pesos, novas categorias, mas acho importante valorizar as lendas, as pessoas que fizeram algo pelo esporte. Acho que isso tem faltado bastante dentro do UFC. (…) Eu, junto com essa organização, que ajudei a crescer e a fundar, deixei um legado grande para os atletas, mas acho que ainda tenho muito para doar. (…) Vejo o UFC investindo muito em infraestrutura, nesse novo office. Quem sabe no futuro eu possa trabalhar lá. Sempre tive esse sonho em ver o esporte não só sendo entretenimento. A gente precisa ver o esporte se tornando esporte. Hoje vejo muito isso, o UFC tendo que lutar com isso”, encerrou.

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