Quase uma semana após ser derrotado por Ian Garry no UFC Kansas City, Carlos Prates compartilhou reflexões sobre a necessidade de adaptar seu estilo para se consolidar como lutador completo nos meio-médios (até 77kg.) da organização. Em entrevista à ‘Ag Fight’, o brasileiro citou um conselho de seus treinadores que o fez repensar sua abordagem: a diferença entre lutadores da trocação, que focam em nocautear, e da luta agarrada, que priorizam a vitória independentemente do método.
“Eu refleti muito depois da luta e escutei isso também de um dos treinadores: ‘O striker quer machucar o adversário para ganhar a luta. O grappler está preocupado em ganhar a luta’. é o que os caras fazem: Belal Muhammad, Sean Brady… Não interessa como, os caras ganham a luta. Em vários momentos da luta, eu tive a oportunidade de fazer isso. é uma coisa que eu aprendi, que eu tenho que botar no meu jogo. tenho que, na verdade, ser um lutador de MMA”, afirmou Prates.
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O paulista, que estava em uma sequência invicta de quatro lutas na empresa de Dana White, fez sua primeira apresentação de cinco rounds dentro da organização e chegou a ter um bom momento após acertar golpes fortes no último assalto. Ele, contudo, não conseguiu nocautear Ian Garry e acabou superado por pontos.
Com 21 vitórias no currículo – 16 delas por nocaute –, Carlos Prates admitiu que a mentalidade de ‘vencer a qualquer custo’ precisa ser incorporada ao seu repertório. A derrota para o irlandês, válida pela categoria dos meio-médios (até 77 kg.), interrompeu uma série de 11 triunfos consecutivos do brasileiro.
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