Daniel Willycat desabafa após retorno no UFC 315 e expõe drama extremo no corte de peso ‘Quase morri’

Em entrevista ao SUPER LUTAS, brasileiro detalha episódio que colocou sua vida em risco

Daniel Willycat em entrada para luta no UFC 315. Foto: Reprodução/Instagram/danielwillycatcb

Daniel Willycat em entrada para luta no UFC 315. Foto: Reprodução/Instagram/danielwillycatcb

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Após quase dois anos de ausência forçada, Daniel Willycat retornou no UFC 315 do último sábado (10) com uma vitória sobre o sul-coreano Jeong Yeong Lee no card preliminar do evento. A conquista marcou não apenas o fim de um jejum sem competir, mas também a estreia bem-sucedida na categoria peso pena (65,7kg.), após uma crise de saúde que quase o afastou definitivamente dos octógonos.

Por trás do triunfo, porém, há uma história de resistência extrema. Willycat revelou, em entrevista ao ‘Mesa Redonda’, do SUPER LUTAS (veja aqui), que, durante sua última tentativa de corte para a categoria dos galos (61,2kg.), sofreu falência renal, desmaiou cinco vezes e enfrentou dores de cabeça incapacitantes.

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“Eu quase morri. As pessoas acham que eu só passei mal, de boa. Não foi. Eu quase ‘fui pro saco’. Tive falência renal, desmaiei cinco vezes e uma dor de cabeça do c****. Quase ‘fui pro saco’ mesmo. Não é nem por conseguir bater o peso, mais por saúde. Meu corpo já não estava entregando na categoria 61 (peso galo), entendeu?”, disse em entrevista ao ‘Mesa Redonda’, do SUPER LUTAS.

Em uma performance dominante, o brasileiro controlou as ações durante os três rounds, com fortes golpes e quedas precisas que neutralizaram o jogo do sul-coreano. O atleta da Chute Boxe Diego Lima demonstrou força física e adaptação tática, elementos que atribuiu aos treinos ao lado do ex-campeão Charles do Bronx.

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“Mesmo sendo menor, fui atingido poucas vezes. Muito menos do que eu o atingi. Joguei 119 golpes conectados, com 90 que foram no alvo. Botei pra baixo e ele só defendeu uma queda das que eu joguei. Mostrei que sou forte fisicamente. Sou o principal parceiro de treinos do Charles (do Bronx), estou acostumado com a pressão e o desconforto”, concluiu.

Desde junho de 2023, quando venceu sua última luta antes do hiato, o mineiro acumulou seis cancelamentos de combates no UFC – três deles consecutivos em 2024. Lesões, complicações no corte de peso e problemas não divulgados o mantiveram longe dos holofotes, enquanto sua situação financeira se deteriorava. Ele admitiu ter contraído empréstimos para sustentar a família e chegou a temer ser dispensado pela organização.

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