
Dana White criticou duramente os brasileiros no Contender Series. Foto: Reprodução/UFC
Está aberta a nova temporada do Dana White Contender Series, evento que ocorrerá durante as nove terças-feiras seguintes, onde cinco lutas são agendas com intuito dos atletas buscarem impressionar o presidente do UFC e seu aliados no octógono. Já no primeiro episódio que ocorreu nesta terça (12), o líder da empresa demonstrou ter ficado frustrado com atuações dos escolhidos, principalmente os brasileiros.
Primeiro brasileiro a se apresentar, Radley da Silva, que também representa o Canadá, carregava grandes expectativas para sua apresentação, devido ao retrospecto violento em outros eventos, onde apostava na capoeira para nocautear seus adversários. Escalado para encarar o até então invicto George Mangos, o lutador quebrou as expectativas ao utilizar luta agarrada para neutralizar o rival durante 15 minutos.
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Radley da Silva (esq) em atuação no Contender Series. Foto: Reprodução/UFC
Com apenas quatro golpes significativos contabilizados em todo o confronto, Radley foi severamente criticado por Dana, no momento que o presidente anunciou suas decisões sobre quem contrataria para o UFC.
“Foi uma noite estranha (…) Radley, não sei se você já assistiu ao programa ou não, mas não é desta maneira que você entra no UFC. Quando assisti sua entrevista depois (da luta), você não parecia muito animado, esperando que eu fosse dizer que você merecia estar no UFC. A boa notícia é que você é 8-1, vá lá, ganhe algumas lutas e talvez nos vejamos novamente. Mas da próxima vez, apareça para o Contender Series”, disparou Dana.
Em sua fala após confronto, Radley admitiu que tinha algo que prejudicou sua performance, mas evitou revelar para não soar como desculpa. Além de entender que decepcionou Dana, o lutador expressou otimismo que poderá, eventualmente, ter nova oportunidade futuramente.
Neemias Santana

Neemias Santana (dir) em derrota no Contender Series. Foto: Reprodução/UFC
Protagonista da luta principal do evento, Neemias era apontando como azarão para seu confronto, mas gerava dúvidas sobre status por motivos de ter estilo agressivo e histórico de nocautes na sua carreira do MMA. Dividindo octógono com ilian Bouafia, o brasileiro, no entanto, acabou surpreendendo ao desferir cabeçada no rival enquanto estava em posição dominante no solo, em meio a luta até então movimentada e com momentos promissores para ambos os lados.
A luta foi paralisada para que o francês pudesse se recuperar e Neemias foi penalizado com a retirada de um ponto. Ao ganharem permissão para retomarem duelo, os lutadores esfriaram ímpeto inicial e tiveram luta monótona até o último soar do gongo. Mesmo em busca da recuperação, Santana tentava provocar o rival verbalmente, mas hesitava ao puxar gatilho para desferir seus melhores golpes. No fim, Bouafia triunfou na decisão unânime, mas não conquistou sonhado contrato.
“Essa última luta, Santana achou que estava em 1993 e simplesmente lançou uma cabeçada no rosto (do adversário). Alguém atrás de mim gritava pra Ilian lutar, ao invés de ficar ali (sem muitas ações). Mas ele não veio e lutou, após a cabeçada ele não fez mais nada. Santana fez um monte de gritaria e para um cara que perdeu ponto, acho que ele deveria ter vindo e tentado acabar com a luta. Ele não fez nada depois da cabeçada. O juiz que marcou 30-26 (para Bouafia) é insano. A luta foi um empate, estranha e não estou interessado em nenhum desses caras. Voltem ao caminho das vitória e talvez nos vejamos de novo”, concluiu.
Por fim, dos 10 atletas que se apresentaram, apenas dois foram contratados por Dana White: Ty Miller, que triunfou na decisão dos juízes contra Jimmy Drago e o parceiro de treinos de Khamzat Chimaev, Baysangur Susurkaev, que nocauteou rival ainda no primeiro round e recebeu diversos elogios do presidente.
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