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Vinte anos de atraso: a semana em que o UFC foi expulso de Nova York


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3 respostas neste tópico

#1 Marcos_Jennifer

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Postado 09 November 2016 - 04:06 PM


"Se eu puder me fazer aqui, posso me fazer em qualquer lugar", diz a letra do clássico "New York, New York", de Frank Sinatra, sobre Nova York. O UFC, porém, teve de inverter a lógica da canção e construir sua reputação pelo mundo inteiro antes de chegar com pompa à "capital da civilização ocidental" nesta semana, com o Vitor Belfortno evento. Aos 19 anos, o carioca assombrou o mundo com dois nocautes contra os gigantes Tra Telligman e Scott Ferrozzo, em um tempo combinado de dois minutos, para conquistar o título do torneio dos pesos-pesados, tornando-se o campeão mais jovem da história da companhia.

- Era só cara grande e eu novinho, 19 anos, e quem estava comigo era o Wallid, e ele falava, “Caraca, olha o tamanho daquele cara lá!” E era o cara que eu ia lutar, o Tra Talligman! Me lembro que parecia aquele filme do Van Damme, que tinha aquele torneio, igualzinho ao “O Grande Dragão Branco”. O Carlson naquele jeitão, né… “O rei da selva é o leão, rapaz, relaxa.” E eu, “Carlson, olha o tamanho dos caras, brother!” E o Carlson, “Fica tranquilo.” Eu já tinha ideia do esporte, já tinha minha luva. Fui encontrar o Scott Ferrozzo, mostrei minha luva, ele falou que também tinha a dele, já os outros não, o Tra Telligman lutou sem luva. Era aquela coisa meio arcaica, e eu já via o esporte crescer, mas para mim era uma coisa nova, eu olhava e dizia, “Nossa, como eu vim parar aqui?” E lembro de uma mulher falando pra mim, “O que você está fazendo aqui? Você é muito bonito pra isso!” - diz Belfort.

Naquela semana, Alonso lembra, Vitor Belfort estava "absolutamente tranquilo", mas a noite em que nasceu o "Fenômeno" pode também ser traçada como a origem dos problemas de equipe e de foco que perseguiram o atleta por toda sua carreira. O lutador conta que a derrota de Wallid para Takahashi no mesmo torneio, momentos antes de sua primeira luta, marcou sua memória.

- O Wallid me passava muita segurança, “É guerra, é guerra! Vamos ganhar.” Eu me lembro que eu já contava com a vitória do Wallid, estava no vestiário, e foi quase um trauma para mim ver aquilo acontecendo com o Wallid, falei, “Caraca, não é possível!” Um cara que era meu parceiro de equipe, que eu admirava, era meu porto seguro ali, perdeu aquela luta e eu ia lutar logo na sequência. Lembro do Wallid vindo para o vestiário. Qual é o preço da derrota, né? Ele sentado debaixo do chuveiro sozinho, ninguém com ele. Fui lá, abracei o Wallid, e eu tinha que lutar, e ele disse, “Foca na sua luta, foca na sua luta!” (...) Eu me senti muito prazeroso, mas ao mesmo tempo era muito antagônico, porque eu queria celebrar juntos. E eu não ter conseguido celebrar junto com o Wallid, aquilo me chocou muito, porque o Wallid era um cara que eu admirava, meu parceiro de treino, um cara muito mais velho que eu, que me motivava, que me dava alegria. A gente morava junto. Vê-lo daquele jeito... Sempre fui muito sensível, e tive a sensibilidade de ver que “Caramba, o cara que é meu ídolo, que me motivava, não conseguiu conquistar.” Era muito antagônico. Mas a vitória foi maravilhosa, curti bastante.

Imagem PostadaBelfort é entrevistado por Joe Rogan, que também estreou no UFC na ocasião, após o título (Foto: Reprodução/Instagram)

Wallid nega que tenha se sentido abatido pela derrota, mas garante que o tratamento recebido foi merecido ("Perdeu, tem que ficar sozinho mesmo", disse). Alonso, por sua vez, assinala que a vitória no torneio fez Belfort mudar de patamar, e passar a ser alvo dos companheiros de equipe. O lutador carioca mudou de time diversas vezes na carreira, e foi duramente criticado até por seu mestre Carlson Gracie por isso.

- Quando ele ganha o primeiro UFC que começam os primeiros problemas, porque os caras que ele tinha como ídolo começam a invejá-lo. Ele, que era o oitavo, décimo na hierarquia do Carlson Gracie, pula a fila de todo mundo e passa a ser o número 1. Quando tinha uma briga com algum aluno que não fazia o que ele queria, o Carlson dizia, “Vou botar o Vitor pra te dar porrada, hein?” Aí o Carlson, sem querer, pelo jeito simples dele e pela falta de psicologia, acabou tendo uma participação nessa coisa do Vitor passar a ter problemas internos. Ele tinha tanta admiração, e o Vitor era tanto o galo principal dele, que ele não pensava que podia estar magoando os outros galos também. Aquilo foi de certa maneira um erro - analisa Alonso.

A partir daquele evento, os problemas judiciais do Ultimate apenas aumentaram, ao ponto que a SEG precisou vender o torneio ao grupo Zuffa LLC, de Dana White e dos irmãos Lorenzo e Frank Fertitta, por US$ 2 milhões, devido ao prejuízo acumulado. O grupo investiu bastante para reverter a imagem do esporte e regulamentá-lo por todo o mundo. Quase 20 anos depois, o UFC enfim chega à cidade de Nova York num novo patamar, com contratos de exibição televisiva em algumas das maiores emissoras do mundo e recentemente vendida para um grupo de grandes investidores do mundo do entretenimento por US$ 4,2 bilhões. Vitor Belfort imagina como as coisas poderiam ter sido diferentes se aquele torneio em 1997 não tivesse sido forçado a deixar Buffalo de um dia para o outro.

- Acredito que, se tivesse acontecido em Nova York, o esporte ia se tornar gigante naquela época. O bloqueio de Nova York desde aquele dia, 20 anos atrás, atrasou; como um local pode atrasar todo o esporte! Acontecer em Nova York teria mudado a cena do esporte. Nunca teríamos sido barrados no pay per view, nunca teríamos de ter passado pelo Lorenzo e o Frank; eles dois e o Dana White tiveram que reformular todo o esporte. Acredito que o Bob Meyrowitz, por ser um cara do entretenimento, teria conseguido que as coisas acontecessem mais rápido. (...) Demos mil passos para trás. Se o evento fosse em Nova York, chamaria a atenção de todos esses empresários do meio do entretenimento que vivem em Nova York. Trazendo o mundo econômico, ia trazer capital, pessoas comprando ações e modificando (o esporte).

Só vivendo os próximos 20 anos para saber até onde a presença na "capital do mundo ocidental" pode levar o MMA. A partir de sábado, a história começa a ser reescrita com o UFC 205. O canal Combate transmite o evento ao vivo e com exclusividade no próximo sábado a partir de 21h30 (de Brasília). O Combate.com acompanha o evento em Tempo Real na íntegra, e transmite as duas primeiras lutas do card preliminar ao vivo..


#2 Marcos_Jennifer

    Mestre

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Postado 09 November 2016 - 04:07 PM

Joe Rogan novinho, Mark Coleman no shape, Wallid Ismail reclamando como sempre rssss... texto muito legal

#3 Daytor

    Faixa Vermelha

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Postado 10 November 2016 - 03:37 PM

Muito bom isso tudo. Não pude acompanhar de perto, mas conheço praticamente toda a história.

#4 the_wickerman82

    Champion Welterweight

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Postado 11 November 2016 - 07:47 PM

Epoca do pioneirismo do MMA, antigo "vale-tudo".... Naquele tempo o cara tinha que ter muito mais culhao do que hj em dia, foi o que o Vitor disse, eles entravam no ringue meio que sem saber o que poderia acontecer, mesmo com algumas regras ja pre-estabelecidas.




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