Vitor lembra irmã e comemora inauguração de delegacia para desaparecimentos

Órgão especializado em buscas de pessoas desaparecidas passou a funcionar no Rio de Janeiro (RJ)

Polícia carioca prende suspeito de sequestrar irmã de Vitor Belfort

Vitor (esq.) ao lado da irmã Priscila (dir.). Foto: Reprodução/Twitter

Já se passaram mais de dez anos desde o desaparecimento de Priscila Belfort e seu irmão Vitor Belfort não tem medido esforços desde então para trabalhar em prol da causa das pessoas desaparecidas. Nesta terça-feira (23), o “Fenômeno” usou seu perfil oficial no Facebook para citar a memória da irmã e comemorar a inauguração de uma delegacia especializada em casos deste tipo no Rio de Janeiro (RJ).

“Nesta segunda-feira, dia 22 de setembro, foi inaugurada a Delegacia especializada em pessoas desaparecidas no Rio de Janeiro. Uma grande vitória para a minha família e para a de todos os familiares que vivem esta mesma triste situação. (…) Enfim, queria agradecer a todos que possibilitaram esse grande feito e à minha mãe, Jovita, que jamais cansou de lutar pela minha irmã. Parabéns aos visionários e empreendedores de vidas”, escreveu o lutador na rede social.

Além disso, Vitor apresentou dados sobre os desaparecimentos na capital fluminense e orientou outras pessoas que passam pelo mesmo drama. “Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), foram registrados 41.711 desaparecimentos no estado do Rio entre 2007 e 2014. No entanto, a polícia adverte para que em casos das pessoas encontrarem seus entes queridos, avisem a polícia para dar o caso como encerrado. Avisar é de suma importância para que as investigações sigam o curso de apenas pessoas que efetivamente continuam desaparecidas, como é o caso da minha irmã Priscila, há 10 anos. De certa forma, essa delegacia irá trazer esperança para uma sociedade carente de leis firmes contra a pedofilia, o tráfico de pessoas e os desaparecimentos sem motivação aparente”, comentou.

Mesmo após mais de uma década, o caso do desaparecimento de Priscila, registrado no dia 9 de janeiro de 2004, segue cercado de muito mistério. Segundo as investigações policiais, a funcionária pública teria sido sequestrada , levada ao Morro da Providência e lá executada. A versão, no entanto, jamais foi confirmada, assim como as demais hipóteses que chegaram a ser levantadas.

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