Kennedy dispara contra Romero pelo desfecho de combate: ‘Foi patético, trágico’

Norte-americano não engoliu a derrota e também criticou o árbitro John McCarthy: ‘Ele f*deu demais com a minha luta’

Kennedy Romero

Combate entre Romero e Kennedy teve desfecho polêmico no UFC 178. Foto: Josh Hedges/UFC

Tim Kennedy ainda não digeriu a derrota que sofreu para Yoel Romero no UFC 178, realizado no último sábado (27). O que incomoda ao lutador norte-americano não é nem a derrota em si, mas sim a forma polêmica com a qual ela ocorreu.

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Nos últimos instantes do segundo round, Kennedy esteve perto de nocautear Romero, que foi salvo pelo gongo. Na hora de retornar ao combate para o round final, Romero demorou 28 segundos a mais do que o tempo regulamentar, já que o cutman do UFC colocou vaselina demais no rosto do cubano e precisou de um tempo extra para retirá-la. Assim que o combate foi retomado, Romero acertou poderosos golpes em Kennedy, vencendo por nocaute técnico.

Em entrevista ao podcast “The MMA Hour”, Kennedy não poupou críticas a Romero pelo episódio. “Todos sabem o que aconteceu. Esse é o truque mais velho que existe. Não tem segredo. É algo que vai além da falta de profissionalismo, é uma tragédia. Dana [White, presidente do UFC] sabe que ele trapaceou, a Comissão de Nevada sabe que ele trapaceou, seu córner sabe que ele trapaceou. E, depois disso, eles ficaram se gabando, sorrido”, criticou Kennedy, que continuou: “Tudo o que eles fizeram foi calculado, desde a vaselina extra, as garrafas d’água que eles derrubaram no chão, o banquinho… Isso é patético demais. E o fato de eles tratarem isso com soberba faz disso algo ainda mais trágico.”

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Kennedy afirmou que, em meio à demora para o combate ser retomado, chegou a pensar que a luta havia sido encerrada. “Por duas vezes eu achei que a luta tinha acabado. Eu fiquei sem entender o que estava acontecendo. Imagina só se eu tivesse 28 segundos a mais no segundo round? Esse cara não ia andar por um mês”, disse. “Eu fiquei acabado. Eu não estava mais lá mentalmente, o que foi um grande erro da minha parte. Eu achei que a luta tinha acabado, que eu tinha vencido, mas eu cometi um grande erro. Eu nem estava mais pensando na luta.”

O norte-americano também criticou a atuação do árbitro do combate, o veterano John McCarthy, a quem teria alertado antes do combate que Romero poderia se utilizar de estratégias sujas para se livrar de apuros. “Eu acho que John é o melhor árbitro da organização. Eu respeito demais a ele e a Herb Dean. Mas ele f*deu demais com a minha luta. Ele foi pego por um monte de caras que fizeram m*rda, e ele deixou isso acontecer. E, antes da luta, eu disse a ele que, se eu o machucasse, eles iriam começar a jogar sujo”, contou.

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A derrota representou o primeiro nocaute sofrido por Kennedy em sua carreira de 13 anos no MMA. Este também foi seu primeiro revés desde que se juntou ao UFC, vindo do Strikeforce.

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Técnico de Romero se defende: “Eu jamais faria algo desse tipo”

O treinador principal de Yoel Romero, Ricardo Libório, se defendeu das acusações de Tim Kennedy e garantiu que o atraso para o retorno do cubano ao combate não foi proposital. O líder da academia American Top Team explica que o ocorrido se deu devido a um mal-entendido.

“Big John percebeu que havia muita vaselina no corte e pediu a Paulino [Hernandez, treinador de boxe] para limpá-lo. Mas Paulino não fala inglês e não entendeu o que estava acontecendo, então ele começou a limpar o seu corpo. Yoel estava sentado, esperando que alguém o limpasse”, disse Libório, em entrevista ao site norte-americano “MMA Fighting”.

“Eu não sei exatamente quanto tempo demorou para que a luta fosse reiniciada, mas Yoel não estava nocauteado e nunca pediu para que parassem a luta. Toda a situação foi uma bagunça. Paulino não teve a intenção de ganhar tempo, esse não é meu estilo. Eu jamais faria algo desse tipo”, concluiu.

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