
Khalil Rountree foi rival de Alex Poatan no UFC 307. Foto: Reprodução/Twitter
Quando os golpes começaram a acertar, a luta parecia tomar um rumo conhecido. Mas Khalil Rountree, mesmo com o rosto marcado e o corpo castigado, não estava ali para ser apenas mais um oponente. O norte-americano declarou que dividir o octógono com Alex Poatan no UFC 307 de outubro, pelo cinturão dos pesos meio-pesados (até 93kg.), foi como realizar um sonho, mesmo com a derrota.
Em entrevista ao ‘Fight Energy Film’, Khalil compartilhou uma visão rara de um atleta após um revés. O lutador revela que soube encontrar algo positivo até mesmo no golpe final que o derrubou.
“Eu estava muito relaxado, em um momento eu perguntei para meu técnico se aquilo estava certo, se eu estava tranquilo demais. E ele me disse: ‘Isso é perfeito’. Quando entrei no octógono, não pensava em mais nada além de como eu estava feliz ali, fazendo o que amo. Mesmo após ser nocauteado no quarto round, me senti feliz. Estava no lugar onde eu deveria estar, vivendo um sonho”, revelou Rountree.
Khalil começou o combate com confiança e dominou os dois primeiros rounds com sua trocação agressiva, viu seu ritmo ser quebrado pela experiência e técnica de Poatan. O brasileiro iniciou uma pressão no terceiro assalto até que, no quarto round, o norte-americano não aguentou e foi nocauteado.
Após o fim da luta, e com o rosto desfigurado, o lutador foi submetido a uma cirurgia para corrigir um desvio no septo nasal, resultado dos duros golpes de Poatan.
Com um cartel de 14 vitórias e seis derrotas, das quais dez por nocaute, Rountree mantém sua posição como um dos nomes mais perigosos da categoria. Mesmo após o revés, ele segue como o sétimo colocado no ranking.