Dricus du Plessis já superou Weidman, Whittaker e Rockhold como o terceiro maior na história dos médios? Veja fatos e números

O sul-africano conquistou o cinturão e fez história, mas será suficiente? Analisamos os números e feitos do campeão

Dricus du Plessis vence luta no UFC 312. Foto: Reprodução/Instagram/UFC India

Dricus du Plessis vence luta no UFC 312. Foto: Reprodução/Instagram/UFC India

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Dricus du Plessis carrega no rosto as cicatrizes de quem nunca foi unanimidade. Nem quando chegou ao UFC, em 2020, sob críticas por um estilo ‘feio’ de luta. Nem quando derrubou Robert Whittaker, ex-campeão, em 2023. E muito menos quando subiu ao octógono em Sydney, no último sábado (8), para enfrentar Sean Strickland pela segunda vez. Mas, como um personagem saído de um roteiro de Rocky Balboa, o sul-africano fez do ceticismo alheio combustível para uma ascensão.

Na noite australiana do UFC 312, o atual campeão dos pesos médios (até 83,9gk.) não apenas manteve o cinturão, mas enterrou qualquer dúvida sobre sua legitimidade. Com uma estratégia meticulosa, controlou Strickland por cinco rounds, evitou os golpes cruzados do norte-americano e finalizou a noite com os braços erguidos — pela nona vez consecutiva na organização.

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A ironia? Du Plessis nunca se encaixou no molde de ‘atleta global’ que o UFC costuma promover. Representa a África do Sul como o primeiro campeão do país na história da organização e também desenvolveu um striking desengonçado e impopular.

Hoje, Dricus du Plessis não apenas carrega o cinturão dos pesos médios, mas questiona a hierarquia imutável de uma divisão que já teve reis como Anderson Silva e Israel Adesanya. Será o sul-africano, com seu caminho repleto de reviravoltas, é digno de um lugar entre os três maiores da história, como sugeriu em entrevista pós-evento?

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O divisor de águas

Ele é como um vírus: se adapta, invade espaços e te derruba quando você menos espera“, brincou Dana White, presidente da organização, em coletiva pós-evento.

Quando Dricus du Plessis finalizou Israel Adesanya no UFC 305, em agosto de 2024, mais do que defender o cinturão, ele enterrou uma narrativa. O nigeriano, dono de cinco defesas de título e considerado o segundo maior médio da história, jamais havia caído por finalização. Para o sul-africano, porém, quebras de paradigmas são rotina.

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Nascido em Pretória, o campeão acumula 23 vitórias e apenas duas derrotas em 12 anos de carreira. No UFC, mantém um recorde imaculado: nove triunfos consecutivos, incluindo duas vitórias sobre Sean Strickland e um nocaute técnico sobre Robert Whittaker, ex-campeão que dominou a categoria entre 2017 e 2019 .

Dricus du Plessis é maior que Rockhold, Weidman e Whittaker?

A resposta exige uma análise fria dos fatos e números. Dricus tem duas defesas de título — contra Israel Adesanya (finalização) e Sean Strickland (decisão unânime) —, superando Rockhold (uma defesa) e igualando-se a Whittaker (uma defesa como campeão linear).

Weidman, porém, ainda ostenta três defesas consecutivas, incluindo vitórias sobre Anderson Silva, Lyoto Machida e Vitor Belfort. O ‘All-American’ entrou para a história como o homem que encerrou o reinado do ‘Spider’, mas também é verdade que seu legado foi manchado por derrotas rápidas após perder o título. Três defesas contra lendas mantêm seu status, mas a queda repentina pode o colocar em desvantagem na disputa.

Campeão com uma estética impecável (jogo de pernas, jiu-jítsu refinado), Luke Rockhold teve um reinado curto e uma queda ainda mais rápida para Michael Bisping. Uma defesa de título e vitórias sobre Weidman e Machida não foram suficientes para sustentar seu lugar no topo. Pode ser considerado atrás na lista – se analisado friamente com relação a números.

Robert Whittaker unificou o cinturão após a aposentadoria de Georges St-Pierre e defendeu uma vez contra Yoel Romero. Apesar de cinco vitórias consecutivas na divisão, suas derrotas para Adesanya e Du Plessis, rivais diretos na lista, limitam sua ascensão histórica.

Futuro promissor

Seu próximo desafio é Khamzat Chimaev, fenômeno do wrestling que mantém invencibilidade de 13 lutas. A data ainda não está confirmada, mas a promessa de Du Plessis é clara:

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“Vou provar que sou o mais completo desta geração”, disse o campeão em entrevista pós-evento.

Há, porém, um plano maior. O sul-africano também negocia um salto aos meio-pesados (até 93kg.) para enfrentar Alex Poatan, atual dono do cinturão — uma tentativa de replicar o feito de Conor McGregor, Daniel Cormier, Henry Cejudo e Amanda Nunes, únicos atletas a segurarem dois títulos simultaneamente.

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