Maurício Ruffy roubou a cena no UFC 313 ao nocautear King Green com um belo chute rodado ainda no primeiro round. Invicto há mais de cinco anos, o paulista revelou que o golpe usado para a vitória foi inspirado em nada mais, nada menos, que no jogador de futebol Neymar Jr. Segundo o lutador, a maneira como o craque do Santos conduz as jogadas dentro de campo lhe chamou a atenção às possibilidades possíveis no octógono.
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Em entrevista ao site norte-americano ‘Sherdog‘, o peso leve (até 70,3 kg.) explicou que o golpe foi a conclusão de uma sequência de fintas, que foram feitas de maneira coordenada a fim de confundir a percepção do adversário.
“Neymar sempre faz uma sequência de dribles que confunde os adversários. Eu só pensei como isso poderia ser aplicado no MMA, e esse é o movimento que eu fiz com o Green, uma sequência de fintas de mão que o confundiram e permitiram que o chute entrasse”, disse o brasileiro.
Números do Neymar contra o Corinthians
4 passes decisivos
4 dribles certos
6 duelos ganhos
2 faltas
3 vezes ele caiu pic.twitter.com/eK45sljHoE— Todas as vezes que o Neymar caiu pelo Santos (@Ney_caindo) February 13, 2025
Além da vitória, o chute ainda garantiu um bom ganho financeiro para o brasileiro. Ruffy faturou um dos prêmios de Performance da Noite e levou para casa o bônus de US$ 50 mil (mais de R$ 290 mil, na cotação atual). Esta foi a segunda vez que ele conseguiu a bonificação.
Ruffy lesionou o joelho pouco antes do UFC 313

Mauricio Ruffy é uma das maiores promessas do UFC. Foto: Reprodução/Instagram/UFC India
Por mais impressionante que o nocaute seja, Ruffy teve dificuldades para treinar o chute durante o camp de preparação. Segundo o astro da Fighting Nerds, uma lesão no joelho o obrigou a realizar uma cirurgia no menisco no mês de fevereiro. Por conta disso, ele só pode chutar nas últimas duas semanas de treino.
Além disso, pela velocidade do chute, o lutador acabou não o usando durante as sessões de luta em pé. No entanto, por praticar o golpe há muitos anos, foi possível lapidar os movimentos e acertá-lo no momento do combate.
“Eu pratico esse movimento sozinho há muito tempo. Tenho que evitar usá-lo em sparring porque não há como controlar a velocidade, o que pode machucar meus parceiros de treino”, concluiu o atleta, que já venceu 11 oponentes por nocaute.
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