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Ex-árbitro revela preocupações sobre Chimaev e efeitos da COVID-19 em sua resistência: ‘Não é mais o mesmo’

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Khamzat Chimaev se apresenta no UFC 294. Foto: Reprodução/Instagram @khamzat_chimaev

Khamzat Chimaev em entrada no UFC. Foto: Reprodução/Instagram @khamzat_chimaev

Um ex-árbitro da UFC revelou preocupações sobre o futuro de Khamzat Chimaev, atribuindo as questões de resistência do lutador a sequelas físicas deixadas pela COVID-19. Em entrevista ao podcast ‘Weighing In’, John McCarthy, veterano das artes marciais e figura histórica do esporte, afirmou que a doença impactou de forma única a capacidade cardiovascular do atleta, potencialmente ameaçando sua performance em lutas de cinco rounds.

As declarações surgem em meio a especulações sobre um possível combate pelo cinturão interino dos médios (até 83,9kg.), que tem sido veiculado contra Caio Borralho marcado para o UFC 317, em julho. Em análise detalhada, McCarthy destacou que os efeitos da pandemia no organismo de Chimaev são visíveis durante os rounds finais das lutas.

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“Ele nunca passou do segundo round, mas já o vi no terceiro na UFC, e não é culpa dele. O que aconteceu com ele por causa da COVID. Afetou profundamente. Ele tem tido problemas para manter a base cardiovascular, tende a esgotar. A recuperação não é mais a mesma. É algo físico que aconteceu com o corpo dele por causa da doença, de uma forma que não afetou todo mundo”, afirmou o ex-árbitro, que já comandou mais de 600 combates na organização.

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A observação diz respeito aos desempenhos do checheno em lutas de mais de um round, como quando venceu Kamaru Usman por decisão majoritária, mas demonstrou fadiga extrema nos minutos finais. O caso reacendeu debates sobre a capacidade do lutador, que contraiu o vírus em 2020 e chegou a anunciar a aposentadoria antes de retornar em 2021.

Enquanto o combate agendado para o UFC 317 corre risco devido a uma lesão de Dricus du Plessis, Caio Borralho, sexto colocado no ranking dos médios, propôs uma luta interina contra Chimaev, que aceitou. O ‘Lobo’, inclusive, chegou a compartilhar imagens em que teria finalizado o brasileiro quando treinaram juntos.

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A trajetória do lutador, porém, é marcada por interrupções. Após três vitórias em 66 dias no UFC, em 2020, sofreu com complicações prolongadas da COVID-19, incluindo danos pulmonares. Desde então, alternou entre ausências médicas e retornos triunfais, como a finalização de Robert Whittaker no UFC 308.

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Publicado por
Igor Ribeiro