
Israel Adesanya comemora vitória sobre Alex Poatan no UFC 287. Foto: Reprodução/Instagram
Estrela do UFC desde 2018, Israel Adesanya já começou no topo. Pelo menos no quesito salarial. O ex-campeão dos médios (até 83,9kg.) relembrou as recompensas do início da sua jornada na organização durante entrevista ao podcast de Henry Cejudo e Kamaru Usman, o ‘Pound-4-Pound’. Logo na primeira luta na empresa, contra Rob Wilkinson, quando nocauteou no segundo round, Izzy percebeu que estava entre os melhores.
“Na minha estreia no UFC, não cheguei aos 10 e 10 (mil) como todo mundo. Ganhei seis dígitos e ainda ganhei um bônus de 50 mil. Roubei a cena de… quem era o evento principal? (Luke) Rockhold contra Yoel (Romero), eu acho. Senti que roubei a cena, as pessoas estavam falando de mim e eu estava no topo do mundo.”, disse Adesanya no podcast “Pound 4 Pound”.
Mas nem tudo foi flores no início da carreira de Israel Adesanya. O nigeriano revelou que tanta recompensa imediata, exigiu muito do seu psicológico e ele precisou tratar da sua saúde mental.
“Eu ia para casa e simplesmente desabava. Eu não entendia. Foi aí que comecei a fazer terapia, porque percebi: ‘Ok, isso é… não quero dizer que é ruim, mas era ruim.’ Eu pensava: ‘Droga, eu não deveria estar triste’. E aí você se sente culpado por estar triste. Você pensa: ‘Por que estou deprimido?’, revelou Adesanya.
“Eu descobri. É o estímulo. Você é o cara, isso, aquilo, câmeras, luzes, ação. Aí eu vou para casa, estou no meu quarto escuro, relaxando, e não há estímulo. É como café. O barato do café, e aí, quando o efeito passa, você tem a queda. É assim, só que para o seu espírito.”, explicou o ex-campeão