Em contraste à posição de Diego Lima, Pablo Sucupira, líder da Fighting Nerds, não só reconhece como celebra a rivalidade com a Chute Boxe, como classifica a disputa como ‘motor’ para o crescimento do UFC no Brasil. Em entrevista à Ag Fight, o treinador paulista defendeu que a competição entre as equipes resgata o espírito do Vale-Tudo e impulsiona o esporte no cenário global, atraindo patrocínios e visibilidade da modalidade.
Enquanto Diego Lima minimiza o termo ‘rixa’, Sucupira abraça a narrativa com entusiasmo estratégico. Ele, contudo, reforçou seu respeito pela tradição da Chute Boxe.
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“A rivalidade enriquece o jogo. Fazia tempo que não tínhamos duas equipes brasileiras disputando para ver quem é a melhor. Estou animado e feliz com isso. Fui fã deles por muito tempo e tenho a honra de dizer que hoje somos rivais – talvez a principal rivalidade do MMA brasileiro”, afirmou o comandante da Fighting Nerds.
Para Sucupira, o confronto transcende o aspecto esportivo. Ele aposta que a disputa trará benefícios estruturais. O treinador também destacou a importância de lendas e boatos para alimentar o interesse do público.
“Vai elevar o MMA nacional, trazer mais visibilidade, patrocínios e condições para os lutadores. É o resgate do tempo de ouro do Vale-Tudo. Que rolem histórias – desde que a competição seja leal e verdadeira”, acrescentou o treinador.
A proximidade entre as academias – ambas sediadas em São Paulo – e as diferenças filosóficas acentuam o embate. Enquanto a Chute Boxe mantém métodos tradicionais, com foco em agressividade e experiência de ringue, a Fighting Nerds investe em análise de dados e estudos técnicos, estratégia que a levou ao título de melhor equipe do MMA em 2024.
O duelo entre Ian Machado Garry (Chute Boxe) e Carlos Prates (Fighting Nerds) no UFC Kansas City, vencido pelo irlandês, foi o primeiro capítulo público da tensão.
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