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Perto de luta no UFC 315, José Aldo admite frustração por apatia e cutuca Merab Dvalishvili: ‘Tem medo de mim’

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José Aldo retornou com vitória no UFC 301. Foto: Reprodução/Instagram

José Aldo retornou com vitória no UFC 301. Foto: Reprodução/Instagram

José Aldo não poupou críticas à própria atuação na derrota controversa para Mario Bautista no UFC 307, em outubro de 2024. Em coletiva realizada nesta quarta-feira (7), o ex-campeão das penas (até 65,7kg.), que enfrenta Aiemann Zahabi no UFC 315 neste sábado (10), no Canadá, admitiu frustração com a falta de ação no combate e afirma que o atual campeão dos galos (até 61,2kg.), Merab Dvalishvili, tem medo de revê-lo após vitória ‘ajudada pelos juízes’ em 2022.

A derrota por decisão dividida para Bautista, marcada por reclamações do público e análise técnica questionável, deixou marcas no brasileiro. Aldo reconheceu que subestimou o adversário e falhou em impor seu estilo agressivo, algo que definiu sua trajetória como um dos maiores nomes da história da organização.

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“Eu fiquei p*** comigo mesmo, fiquei muito mal. Jamais vou tirar o mérito do meu oponente, mas eu me conhecendo, muito mais forte, muito mais habilidoso, muito mais tudo que o Mário e eu ficar igual a um retardado na grade aceitando aquilo. Fiquei mal, cara. Depois da luta eu nem queria falar de luta por aquilo que eu fiz ali dentro. Sei quanto os fãs ficaram p***, o UFC, todo mundo. Eu ficava esperando uma coisa e não aconteceu p… nenhuma e o juiz também não separava aquela m**** e ficou uma luta feia para c*****, onde eu fiquei muito puto, não conseguia nem assistir luta, nem falar sobre luta também”, declarou o manauara.

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O combate, realizado em Utah (EUA), teve momentos de tensão: José Aldo abriu um corte no rival com uma joelhada no segundo round, mas Mario Bautista insistiu em clinches prolongados, o que gerou vaias da plateia.

José Aldo também detonou Merab Dvalishvili

J. Aldo (esq.) foi superado por M. Dvalishvili (dir.) no UFC 278. Foto: Reprodução/Instagram

A crítica mais contundente, porém, foi reservada a Merab Dvalishvili, que o derrotou em 2022 por decisão unânime. Aldo insinuou que o georgiano evitava revidá-lo por reconhecer a disputa equilibrada:

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“O campeão tem medo de lutar porque sabe que foi uma luta dura, que foi ajudado pelo juiz. Todo mundo sabe da capacidade que eu tenho, eu sei disso porque vejo no treino. Por isso que quando eu chego lá dentro não posso ficar igual um retardado”, acrescentou o lutador.

‘Campeão do Povo’ ainda quer ser campeão do UFC

Aos 38 anos, Aldo reforçou que ainda almeja o cinturão dos galos. Segundo ele, está mais ‘explosivo e rápido’ se comparado ao passado e faz alusão a outros lutadores da mesma idade que caem de rendimento.

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“Parece que sou igual vinho, quanto mais velho vou ficando, melhor vou ficando. Mais explosivo e mais rápido. Então não tem por que eu chegar lá dentro e ficar me fazendo. Escolher um adversário, casar com um grande nome, fazer uma luta feia, parece que são dois aposentados gordos, chega, pega um soco e cai, como acontece. Comigo não”, concluiu.

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Publicado por
Igor Ribeiro