
M. Tate é ex-campeã do UFC. (Foto: Reprodução/Facebook MieshaTate)
Mesmo longe do melhor momento da carreira, Miesha Tate se mantém na mídia com as mesmas opiniões fortes do auge. Ao abordar as questões de gênero envolvendo os esportes de combate, a ex-campeã dos pesos galos do UFC e Strikeforce (até 61,2 kg.) se posicionou contrária à inclusão de atletas transexuais no MMA feminino em entrevista ao ‘Esports Insider’ na última terça-feira (10).
Para a lutadora, mulheres cis têm de lidar com questões biológicas hormonais específicas, como por exemplo a menstruação. Além disso, processos como corte de peso são diferentes nos corpos femininos. Dessa forma, ela afirmou não concordar com a ideia.
“Acho que não há evidências conclusivas suficientes para provar que é seguro para pessoas transgênero competirem contra mulheres biológicas. Simplesmente não sei se há evidências suficientes, e algumas pessoas se sentirão confortáveis com elas. Eu não apoio”, afirmou.
Tate em vitória no UFC 196. Foto: Christian Petersen/Zuffa LLC/
Ao abordar a natureza competitiva de esportes de alto rendimento, a lutadora rechaçou o argumento de que a a permissão de atletas trans seria um exemplo de inclusão adequado.
“Homens biológicos competindo em esportes femininos são potencialmente perigosos. Os esportes não foram feitos para incluir todos. Quer dizer, se você quer praticar um esporte que inclua todos, então experimente o pickleball. Tudo bem. Não apoio homens, de forma alguma, competindo em esportes femininos. Simplesmente não acho justo. Não acho certo. E esportes não são inclusivos. Por natureza. Pela natureza do esporte, é algo não inclusivo de se fazer”, concluiu.
Próxima de completar 39 anos de idade, Tate é uma das pioneiras do MMA feminino. Cupcake, como é conhecida, iniciou sua trajetória no esporte há quase 20 anos, em março de 2006, ainda como amadora. Ao longo de 30 lutas profissionais, a norte-americana viveu uma intensa rivalidade com Ronda Rousey, a maior da história do MMA feminino. Além disso, ela também dividiu o octógono com nomes do patamar de Amanda Nunes e Holly Holm.