Ronda Rousey fez história, principalmente no UFC. Mas tudo tem um preço. A lutadora recebeu muitos golpes no octógono, principalmente perto do fim da carreira. Desde que a atleta deixou os octógonos, já se passaram oito anos. A trajetória foi encerrada com dois nocautes consecutivos sofridos para Amanda Nunes e Holly Holm. Mas as consequência da jornada ecoam.
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Rousey tem falado abertamente sobre problemas enfrentados com sua saúde em decorrência de um histórico de concussões desde a época em que apenas lutava judô. Uma ajuda foi muito importante para ela lidar com todas essas intempéries: do CEO do UFC e amigo de Ronda, Dana White.
“Não me arrependo nem nada do tipo. Felizmente, agora tenho muito mais informações sobre o que estava acontecendo comigo. Eu só sentia que não conseguia ser honesta sobre o que estava passando fisicamente sem que as pessoas achassem que eu estava inventando desculpas para mim mesma. Também sinto que não devia nenhuma explicação a ninguém, especialmente se eles fossem desabafar. Então, sim, eu precisava descobrir o que estava acontecendo primeiro.”, disse Ronda Rousey em entrevista ao canal ‘Untapped’.
“Dana me enviou para um estudo neurológico de lutadores de longa data e eles realmente fizeram algumas — eu não chamaria de avanços, mas conseguiram diagnosticar muitas das coisas que estavam acontecendo comigo e acho que ainda estão. Eu simplesmente não tinha todas as informações naquela época. Então, eu não poderia me passar essas informações na época para explicar melhor as coisas agora, então não, eu não me detenho nisso. Foi o melhor que eu pude fazer com o que eu tinha.”, afirmou a lutadora.
A lutadora agora enfrenta os diagnósticos e busca formas de melhorar os sintomas. Apesar de provavelmente não voltar ao cage, ela busca ter mais qualidade de vida.
“Agora que estou recebendo alguma ajuda com o diagnóstico e coisas assim, estou muito mais esperançosa do que nunca e, em vez de simplesmente pensar: ‘Ok, isso é só parte do problema, preciso ir embora antes que piore’, talvez haja algo que eu possa fazer para melhorar. Eu simplesmente não tinha essa informação naquela época. Eu não sabia o que dizer, a não ser que havia algo acontecendo comigo e que não podia mais lutar por causa disso.”
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