
Jon Jones é ex-campeão do UFC. Foto: Reprodução/Instagram @jonnybones
Renato Moicano criticou duramente a aposentadoria de Jon Jones do MMA, anunciada oficialmente pelo presidente do UFC, Dana White, após o UFC Baku no sábado (21). Em vídeo publicado em seu canal no YouTube, o brasileiro acusou o ex-campeão dos meio-pesados (93 kg) e pesos pesados (até 120,2kg.) de ‘jogar a carreira na lama’ ao evitar confrontos com adversários emergentes como Tom Aspinall, escolher rivais convenientes e segurar o cinturão por dois anos sem defesas.
“Na minha visão, ele jogou o legado fora. […] Isso mancha sim a carreira dele como o melhor de todos os tempos”, afirmou o carioca.
Moicano detalhou sua posição com uma cronologia de decisões que, em sua análise, mancharam a trajetória de ‘Bones’. O brasileiro destacou que o ex-campeão esperou a saída do perigoso Francis Ngannou do UFC antes de conquistar o título dos pesados contra Ciryl Gane em 2023.
Em seguida, defendeu o cinturão apenas uma vez contra Stipe Miocic, veterano de 41 anos que Moicano descreveu como ‘literalmente bombeiro e aposentado’. O período de inatividade subsequente, de aproximadamente dois anos sem defender o título, culminou com o anúncio surpresa de aposentadoria por telefone.
Enquanto Moicano liderava as críticas, outros nomes reagiram diferentemente. Khabib Nurmagomedov, ex-campeão invicto dos leves (até 70,3kg.), prestou homenagem.
“Meus parabéns, lenda. […] Você é o melhor lutador da história do UFC”, escreveu o russo.
A saída de Jones reconfigurou o cenário dos pesos pesados. Tom Aspinall herdou o cinturão linear, com o brasileiro Jailton Malhadinho cotado como possível desafiante.
Daniel Cormier, ex-rival de Jones, sugeriu que Malhadinho ou Ciryl Gane sejam os próximos oponentes do novo campeão. O baiano já iniciou campanha nas redes sociais para ser escolhido.