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Ex-lutador do UFC admite exagero em histórico militar e vira alvo de investigação

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Tim Kennedy (foto) foi oficial do exército dos EUA. Foto: Reprodução

Tim Kennedy (foto) foi oficial do exército dos EUA. Foto: Reprodução

O ex-lutador do UFC e veterano das Forças Especiais dos EUA, Tim Kennedy, admitiu ter exagerado em seu histórico militar ao sugerir que recebeu uma Estrela de Bronze, uma das condecorações mais prestigiadas por heroísmo em combate. Em comunicado publicado nas redes sociais, ele reconheceu que nunca teve o distintivo, e que ‘não há desculpa’ para a afirmação indevida.

A confissão veio após a repercussão de um vídeo de 2017, divulgado pelo também ex‑Boina Verde Nathan Cornacchia, que indicava que Kennedy havia capturado um ‘cara mau’, justificando o prêmio. Instantes depois, Tim emitiu um pedido de desculpas público.

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“Quero assumir total e inequívoca responsabilidade por um erro grave. Ao longo dos anos, fiz declarações públicas e participei de entrevistas nas quais relatei, de forma não intencional, aspectos incorretos do meu serviço militar. Mais notavelmente, sugeri que havia sido condecorado com a Estrela de Bronze, mas não é verdade. Não há desculpa para isso. Nunca recebi essa honraria e lamento profundamente ter sugerido o contrário”, escreveu o lutador.

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A Medalha de Bronze pode ser concedida tanto por bravura em combate (com o distintivo ‘V’ de valor) quanto por serviços meritórios sem atos heroicos. Kennedy afirmou que o prêmio foi, na verdade, uma honraria por ‘meritório serviço’, sem vínculo com heroísmo sob fogo

“Esse tipo de reconhecimento é sagrado. Representa uma coragem extraordinária sob fogo. Atos que colocam vidas em risco ou custam vidas. Àqueles que verdadeiramente conquistaram essa medalha, às suas famílias e irmãos de farda, ofereço meu sincero e direto pedido de desculpas. O que eu disse desrespeitou o serviço de vocês, e assumo total responsabilidade por isso”, concluiu o lutador.

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A polêmica não se encerra no simples pedido de desculpas. A Guarda Nacional de Maryland, onde Kennedy serviu, anunciou a abertura de uma investigação administrativa para apurar declarações ‘não intencionais’, mas que geram preocupação sobre credibilidade.

Ex-UFC ter matado mulheres e crianças na Guerra do Iraque

Tim Kennedy fez sua estreia no MMA em 2001 e se destacou tanto no Strikeforce quanto na UFC pela divisão dos pesos médios (até 83,9kg.). Embora tenha se aposentado do MMA em 2017, além de sua experiência como ex-membro das Forças Especiais dos EUA. Hoje, aos 45 anos, o lutador reforça sua trajetória de 18 resultados positivos e seis negativos, além de ter vencido nomes de relevância, como Michael Bisping e Robbie Lawler.

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Ex-Boina Verde do Exército dos Estados Unidos, ele sempre foi transparente sobre seu passado militar. No passado, o veterano da Guerra do Iraque compartilhou sua experiência com o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e ofereceu apoio a outros veteranos que enfrentam dificuldades semelhantes.

Kennedy, que tem um histórico como atirador de elite, não hesitou em revelar o peso psicológico de suas ações no campo de batalha, incluindo o impacto de já ter sido responsável pela morte de mulheres e crianças durante o conflito.

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Publicado por
Igor Ribeiro
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