
Jon Jones se complica com nova acusação criminal nos EUA. Foto: Reprodução/Instagram/UFC
Jon Jones foi alvo de novas acusações criminais envolvendo um acidente de carro ocorrido em 21 de fevereiro, em Albuquerque, Novo México. Segundo registros judiciais obtidos pela ‘MMA Fighting’, foram abertos dois processo em com foco no norte-americano, acusado de deixar a cena de um acidente, além de incluir uma acusação extra por uso do telefone para intimidar ou ameaçar.
As autoridades afirmam que Jones teria fugido a pé após a colisão envolvendo dois veículos; a passageira, visivelmente embriagada e sem roupas da cintura para baixo, teria identificado Jones como motorista.
Registros de chamadas mostram que ele ligou 13 vezes à mulher entre 2h17 e 11h34 da manhã seguinte, e houve um intervalo em sua localização entre 22h51 e 2h11 — horário aproximado do acidente.
Durante uma ligação, Jones teria feito insinuações e ameaças contra policiais, o que motivou a inclusão de um novo crime no segundo processo.
O advogado de Jones, Christopher Dodd, classificou os atos como ‘estranhos e infundados’, além de afirmar que a passageira teria forjado a história para evitar uma acusação de dirigir alcoolizada.
Ele também criticou o fato de haver duas ações quase idênticas, sem coordenação entre os investigadores, o que violaria regras processuais. O profissional ressaltou que o uso de mandado para obter registros de telefone em caso de contravenção é algo incomum.
No documento de 30 de junho, Dodd solicitou o arquivamento da nova queixa por ‘duplicidade de acusação’, argumentando que ambos os casos tratam dos mesmos fatos.
“O Sr. Jones já está sendo processado em um processo separado pelas mesmas alegações factuais apresentadas na queixa criminal neste caso, e foi totalmente impróprio que este processo separado fosse arquivado”, escreveu o advogado em petição ao tribunal.
O caso atualiza o histórico judicial de Jones, que em 2015 enfrentou acusação similar (contração de processo mais grave) após um acidente com fuga envolvendo uma mulher grávida, que acabou como culpado por contravenção e suspensão condicional.
Agora, a discussão gira em torno da legalidade do segundo processo e do componente de suposta intimidação via telefone. Se o advogado tiver sucesso, a nova queixa pode ser derrubada. O fato de haver duas acusações quase idênticas, contudo, complica a situação.