
Jon Jones é o atual campeão peso pesado do UFC. Foto: Instagram/UFC Brasil.
Na coletiva de imprensa após o UFC 318, os assuntos deveriam ser a aposentadoria de Dustin Poirier ou os próximos passos de Max Holloway. Porém, quem chamou a atenção foi o UFC Casa Branca. Dana White resolveu abrir o jogo e revelou que não pretende contar com Jon Jones naquele que considera o maior evento da história do UFC. Porém, o ex-campeão não entendeu bem assim.
A declaração repercutiu nas redes sociais, e um fã provocou Jones em uma publicação no ‘X’ (antigo Twitter), dizendo que Dana White não confia mais nele para ser a atração principal dos eventos.
“Papai Dana disse que não pode confiar em você para encabeçar nada”, escreveu um fã.
Imediatamente, Jon Jones rebateu, afirmando que o fã estava distorcendo as palavras do presidente do UFC. Segundo ele, Dana apenas expressou preocupação com possíveis imprevistos, já que o evento na Casa Branca ainda está distante de acontecer.
“Na verdade, não foi isso que ele disse. Ele disse que não pode se dar ao luxo de que algo dê errado. O que é compreensível, é difícil se comprometer com qualquer atleta faltando literalmente um ano. Não vamos distorcer as palavras. Toda a minha carreira foi em lutas principais.”, respondeu Jones.
Dana White e Jon Jones em coletiva do UFC. Foto: Reprodução/UFC
Com diversas polêmicas no currículo e ausências em cards importantes, Jon Jones se tornou, na visão de Dana, um nome pouco confiável para ocasiões de grande visibilidade. Durante a coletiva após o UFC 318 o dirigente deixou claro que prefere não correr riscos ao escalar o lutador para um evento dessa magnitude.
“Não posso arriscar colocá-lo em posições importantes em um cenário crucial e algo dar errado. Principalmente o card da Casa Branca.”, disse Dana White.
A Casa Branca é sede do governo norte-americano. Foto: Reprodução X/WhiteHouse
A promessa da realização de um evento do UFC no jardim da Casa Branca está sendo ‘bombada’ por Dana White. O CEO afirmou que um card gigante está sendo preparado e chegou a comparar com uma espécie de ‘Esfera com esteroides’, em referência ao UFC 306, realizado na ‘Esfera’, em Las Vegas, em setembro do ano passado. Recentemente, o presidente Donald Trump anunciou uma promoção do Ultimate na sede do governo para julho de 2026.
“Obviamente, todo mundo quer lutar naquele card. E isso é bom, porque vamos apresentar o melhor card que já fizemos para aquele evento na Casa Branca. Pense no que eu vou fazer por essa luta e depois pense no que (o presidente) Trump vai fazer por essa luta. É uma experiência única. Como quando fizemos o ‘Sphere’, é o Sphere bombado! Vai ser um evento único, e nunca mais será igual.”, disse Dana White em entrevista ao ‘PatMcAfeeShow’.
Jones esteve vinculado a uma possível luta contra Tom Aspinall durante boa parte de 2025, inclusive com o presidente do UFC, Dana White, garantindo que o confronto aconteceria em novembro, no Madison Square Garden. Porém, o veterano surpreendeu ao anunciar sua aposentadoria, encerrando, por ora, a novela.
A decisão, no entanto, durou pouco. Com a confirmação de que o UFC realizará um card especial como parte das comemorações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos, idealizado por Donald Trump, Jones se empolgou e decidiu voltar à ativa. O norte-americano afirma já ter reenviado sua inscrição ao programa antidoping, etapa obrigatória para qualquer retorno.
“Não posso prometer nada, mas tenho uma sensação muito forte de que estarei nesse card. Acho que será algo incrivelmente icônico, histórico. Na minha opinião, estará no mesmo nível de Thrilla in Manila, Rumble in the Jungle… Pode ser até maior”, projetou Jon Jones recente ao entrevista ao’Joy of Everything’,
Enquanto sonha com retorno ao UFC, Jon Jones enfrenta novas acusações criminais relacionadas a um acidente de carro ocorrido em 21 de fevereiro, em Albuquerque, Novo México. Segundo documentos obtidos pelo ‘MMA Fighting’, o lutador é investigado por fugir do local da colisão e por uso do telefone para intimidar uma testemunha, uma mulher que estava visivelmente embriagada e sem roupas da cintura para baixo, e que o teria identificado como motorista.
Registros mostram que Jones ligou para ela 13 vezes após o acidente, e teria feito ameaças até mesmo a policiais durante uma das chamadas.
A defesa de Jones, liderada pelo advogado Christopher Dodd, alegou que as acusações são infundadas e que a testemunha teria mentido para evitar ser responsabilizada por dirigir sob efeito de álcool.
Ele também criticou a existência de dois processos semelhantes sem coordenação entre autoridades, o que violaria regras legais. Em 30 de junho, Dodd solicitou o arquivamento de uma das queixas, apontando duplicidade nas acusações.