
K. Nurmagomedov (foto) está aposentado do MMA desde outubro de 2020. Foto: Reprodução/Instagram @khabib_nurmagomev
Mesmo após quase cinco anos desde sua última luta, o nome de Khabib Nurmagomedov ainda circula entre fãs do UFC como uma possível atração para um retorno triunfal ao octógono. Mas o próprio ex-campeão dos leves (até 70,3kg.) do Ultimate tratou de encerrar qualquer especulação: ele não pretende voltar.
Em entrevista ao Husgle Show, Khabib foi categórico ao afirmar que seu corpo já não suporta a rotina exigida para voltar ao alto nível competitivo. Prestes a completar 37 anos em setembro, o russo destacou que hoje seriam necessários ao menos seis meses de preparação intensa e, mesmo assim, não garante que conseguiria repetir a performance que o consagrou como um dos maiores nomes da história do MMA.
“Dois a três meses não seriam suficientes. Se formos falar puramente hipoteticamente, certo? Se formos honestos, levaria pelo menos seis meses. Você não pode simplesmente dizer: ‘Me dê seis meses, estarei pronto’. Não. Para entrar em forma para lutar, para voltar à sua antiga forma, você precisa de muito tempo”, disse Khabib.
Durante a conversa, Khabib ainda relembrou a intensidade de seus treinos no auge da carreira, revelando que abria mão de absolutamente tudo para focar nas lutas.
“Se me dessem uma luta, bum, em 100 dias eu desligava tudo. Completamente. Sem viagens, sem reuniões, sem contratos comerciais. Eu não tocava em nada. Eu dizia a eles: ‘Não me incomodem’. Eu treinava de manhã e à noite, de manhã e à noite, descansando apenas aos domingos. Se eu faltasse a uma dessas sessões, eu tinha um ataque de pânico”, confessou.
K. Nurmagomedov anunciou sua aposentadoria em outubro de 2020. Foto: Reprodução/Twitter @ufc
Khabib anunciou sua aposentadoria em 24 de outubro de 2020, logo após finalizar Justin Gaethje no UFC 254, em Abu Dhabi. Emocionado, explicou que havia prometido à mãe que não voltaria a lutar após a morte de seu pai e treinador, Abdulmanap Nurmagomedov, vítima de complicações da Covid-19.
A relação com o pai era um dos pilares de sua carreira, e a ausência dele foi determinante para que o lutador decidisse pendurar as luvas de forma definitiva. Ainda assim, o UFC chegou a mantê-lo por meses no programa antidoping, esperando por uma possível mudança de ideia que nunca veio.