
Sean Strickland em entrevista pós-vitória no UFC. Foto: Reprodução/YouTube/UFC
A tensão entre Sean Strickland e Khamzat Chimaev atingiu um novo patamar. Ex-campeão dos médios (até 83,9kg.) do UFC, o norte-americano voltou a criticar duramente o checheno. Sem poupar palavras, o ex-campeão acusou o próximo rival de Dricus du Plessis de ter uma personalidade frágil e relembrou os bastidores de treinos antigos entre os dois.
“Chimaev é só um filho da p*ta. Eu estava lá quando ele se aposentou por causa da COVID. Estávamos treinando juntos. Tem um vídeo meu dizendo: ‘Ah, você é tão bom, é melhor que todo mundo’ – obviamente, eu estava sendo sarcástico”, disparou Strickland em entrevista ao ‘Red Corner’.
Ainda durante a conversa, o norte-americano criticou a forma como Chimaev escolhe seus parceiros de treino e o acusou de tomar decisões baseadas no medo.
“Você pode escolher caras de alto nível no UFC, mas você escolhe lutador 1–1 só porque ele tem a mesma altura do seu adversário? Não, cara. Você faz isso porque é um covarde. Mentalmente, ele é só um homem fraco”, completou.
Apesar do clima de animosidade atual, Strickland e Chimaev já tiveram uma relação amistosa. Ambos chegaram a treinar juntos na Xtreme Couture, em Las Vegas, e, à época, o norte-americano chegou a elogiar o talento do checheno. No entanto, a partir de 2024 – e com mais força nas semanas que antecederam o UFC 312, realizado em fevereiro de 2025 – a relação entre os dois se deteriorou completamente.
Sean passou a usar entrevistas, redes sociais e até coletivas de imprensa para atacar Khamzat. O foco principal das críticas foi a ligação do checheno com Ramzan Kadyrov, líder da Chechênia acusado de violações de direitos humanos. O ex-campeão acusou Chimaev de ‘vender a alma’ por privilégios e sugeriu que o lutador tentava fugir do país.
Em uma publicação no Instagram, Strickland também ironizou a relação de Chimaev com os EUA, insinuando que o checheno não se encaixa culturalmente no país. A resposta veio em tom igualmente agressivo. O ‘Lobo’ zombou de memórias familiares traumáticas compartilhadas pelo rival em entrevistas, especialmente envolvendo seu pai.