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Felipe Lima busca vingança contra Payton Talbott e admite problemas de saúde às vésperas da luta

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Felipe Lima em atuação no UFC. Foto: Reprodução/UFC

Apontado como um dos maiores prospectos na divisão dos galos (até 61,2kg.), Felipe Lima, mais conhecido como ‘Jungle Boy’, acabou voltando a amargar sabor da derrota após 10 anos de carreira. Superado por Payton Talbott no UFC 317, o brasileiro abriu o jogo pela primeira vez após episódio e admitiu dificuldade em digerir revés sofrido para o norte-americano. Na ocasião, o manauara foi superado na decisão unânime dos juízes.

Em fala exclusiva ao SUPER LUTAS, Felipe relembrou pesadelo vivido após confronto, mas garantiu que utilizará fato como ‘escola’ para voltar mais forte ao octógono em sua próxima aparição.

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“Não foi bom, não (lidar com a derrota). Mas acredito que as coisas tem uma razão para o que aconteceu e eu estou aprendendo muito com essa derrota. Passei um mês sem conseguir dormir, não consegui dormir. Mas agora estou carregando essa derrota como uma escola, vou tentar me ensinar mais com os erros que cometi. Claro que teve alguns imprevistos antes da luta, mas acontece. Com certeza serei um lutador melhor depois dessa luta”

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Atuação fora do normal

Questionado sobre como julgou performance no UFC 317, Jungle Boy revelou ter tido problemas antes e durante a luta contra Talbott. Além de estar mentalmente desligado do combate, o brasileiro também destacou crise alérgica às vésperas do evento.

“O que aconteceu naquela luta foi que deu um branco em mim. Ninguém sabe, nunca divulguei, mas tive uma reação alérgica, fiquei muito inchado na noite anterior. Fiquei muito inchado, eu estava meio doente. E na luta não lembro muita coisa, minha mente não estava na luta. Não sei por que eu estava entrando em queda, porque a estratégia não era essa”

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Payton Talbott impôs derrota para Felipe Lima no UFC 317. Foto: Reprodução X/UFC news

“Ele não me surpreendeu em nada. ‘Ah ele é nocauteador e essas coisas’, não senti a mão dele. Eu estava indo bem em pé e foi mais um erro técnico mesmo, mas meu corpo não estava lá, não estava saudável e minha mente não estava no dia da luta. Foi uma luta apertada (…) me intrigou muito porque não luto daquele jeito, não era eu. Por isso passei um mês sem dormir. Isso não era eu, não luto desse jeito. Eu estava ‘dormindo’ no aquecimento, não conseguia aquecer. Uma coisa tão estranha, não sei explicar, mas uma coisa muito estranha. Não consegui aquecer, na hora da luta não senti nervoso, nada. Aquele toque de nervosismo para manter você alerta, não estava lá. Foi uma coisa muito estranha, mas é assim mesmo, só aprender”

Consequências da alergia

Além do imprevisto com a crise alérgica, Felipe revelou que peso acabou o atrapalhando no dia do confronto e indicou dificuldade na mobilidade dos braços. Apesar da fala, o atleta não quis tratar fato como desculpa para derrota.

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“Esse é o problema, eu estava muito pesado, estava pesando 73kg, porque tive uma inflamação, o liquido ficou muito retido no meu corpo, eu não conseguia dobrar o braço, parava no bíceps. Eu tenho uma foto, minha cara muito inchada, mas infelizmente acontece, é desse jeito aí, a gente aprende e vida que segue”

Reação alérgica em Felipe Lima às vésperas do UFC 317. Foto: Reprodução/Felipe Lima

Mais problemas

Além da alergia obtida às vésperas da luta, Felipe também revelou ao SUPER LUTAS complicação com infecção estafilocócica. Ao aceitar luta com cinco semanas da antecedência, o lutador destacou que precisou passar por tratamento enquanto se preparava para Talbott.

Perna de Felipe Lima cinco semanas antes do UFC 317. Foto: Reprodução/Felipe Lima

Busca pela revanche

Determinado a se vingar da derrota sofrida, Lima indica não buscar caminhos fáceis para alcançar novamente a oportunidade de ficar cara a cara com Talbott. Em sua próxima luta, se possível, o brasileiro deseja encarar rival ranqueado.

“Com certeza quero lutar contra ele de novo. Quero devolver essa derrota. Ele falou que a gente se de novo no topo, que tenho um grande futuro e que nos veríamos no topo mais uma vez. E eu falei sem dúvidas. Então, vamos ver agora o que fazer no peso galo, porque não pode escolher lutas. Eu era para ter lutado contra um cara ranqueado e eu quero que o UFC me mande da mesma forma, na próxima luta, outro cara ranqueado, sei lá, uma luta boa. Não quero lutar contra qualquer um, quero top 15, me dá um top 10 também, porque eu estou pronto”

Pressão dos fãs

Visto por muitos como um forte candidato ao trono da divisão, o brasileiro admitiu não ter problemas em carregar grandes expectativas e garantiu que seu maior propósito é fazer jus ao esperado.

“Eu levo de uma forma natural porque é o meu trabalho. Não sou muito bom de rede social, de acompanhar o que estão falando, sou um cara mais focado na família, carreira, então não olho muitas coisas. Mas claro que, os fãs, a galera do Brasil, eu vou ali para dar meu melhor, representar o Brasil da melhor maneira possível”

Felipe Lima em duelo contra Payton Talbott no UFC 317. Foto: Reprodução/UFC

Resumo da categoria

Apesar de já ter se aventurado na divisão dos penas (até 65,7kg.) em duas ocasiões, Felipe garantiu que seu lugar atualmente é no peso galo, ao reforçar desejo de se tornar campeão futuramente.

“A categoria peso galo do UFC sempre foi competitiva. Mesma coisa com os penas. Essas categorias são bem competitivas, têm vários nomes no peso galo. É uma categoria que me interessa muito. Muitas pessoas falaram para ir para categoria de cima, mas falei que ainda não, quero ser campeão dessa categoria que é muito competitiva. Mal posso esperar para entrar no top 10”

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Publicado por
Léo Guimarães