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Com luta explosiva, Samuel Caveira mira contrato no UFC e chance de mudar destino da família

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Samuel Caveira em vitória sobre George Hardwick. Foto: Reprodução/Instagram @caveiramma

Ex-campeão peso leve (até 70,3kg.) do Cage Warriors, Samuel Caveira se prepara para a maior luta de sua carreira. Representante da Brazilian TKO, o amazonense se apresenta nesta terça-feira (02) no Contender Series, onde encara o canadense Mandel Nallo. Conhecido pelo estilo violento, o lutador espera grande espetáculo diante de Dana White e seus aliados.

Em entrevista exclusiva ao SUPER LUTAS, Samuel iniciou sua falando sobre como se sente após os últimos três episódios da temporada 2025. Com facilidade para controlar o lado emocional, o atleta destacou que boas ou más atuações não o deixam pressionado de forma alguma.

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“Na verdade, não me causa muita coisa. Quando vejo brasileiro se apresentando mal, fico ‘poxa…’. A terceira semana foi muito boa para os brasileiros, três contratados, isso aí me anima. Mas eu tenho noção que cada um tem seu próprio prazo e que só depende de mim. Então vou lá, vou dar meu melhor e eu tenho certeza que a minha bandeira, Team Caveira e da minha equipe vão ser levantadas”

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Samuel Caveira em vitória do Cage Warriors. Foto: Reprodução/Instagram @caveiramma

Primeiras sensações no UFC

Apesar de não pertencer ao plantel oficial dos leves, Samuel já teve duas experiências em sentir tratamento de gala realizado pela organização. Com toda sua fé, Caveira que já havia viajado para Las Vegas em 2024 e recentemente pôde ir a São Paulo para suas gravações, contou que se sente dentro de casa, que tudo vivido foi um presságio.

“O UFC é diferente. A edição passada, meu parceiro de treino Heraldo (Souza) participou do Contender e tive a oportunidade de ir com ele nas filmagens, toda mídia, que foi em Las Vegas, então foi como se Deus estivesse me mostrando ali, aonde que eu ia trabalhar, tudo o que ia acontecer. Estava falando com meu empresário que foi um presságio. Eu vi tudo, vi o tratamento, vi tudo que envolve o pré-luta e foi demais. Senti que algo já estava sendo preparado para mim”

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“Nada foi surpresa. Agora as minhas filmagens foram em São Paulo e eu já me senti em casa. Engraçado que todos que estavam trabalhando lá no UFC, parecia que já me conheciam, eu me sentia já parte daquilo e eu falei na minha entrevista que algo meu já fazia parte de lá. Nada vai me deslumbrar, sinto que já estou lá há muito tempo”

Samuel Caveira em gravações para Contender Series. Foto: Reprodução/Instagram @caveiramma

Espera pelo aguardado dia

Apontado como um dos maiores prospectos brasileiros atualmente, Samuel vem embalado por cinco triunfos consecutivos. A sequência positiva acabava mexendo com seu psicológico, que já ansiava pelo sonhado convite para chegar ao Contender Series. Porém, apesar do fator negativo, Caveira admitiu mudança que gerou consequências positivas em sua carreira.

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“Ano passado foi um dos anos mais ansiosos da minha vida. Ano passado, sim, eu fiquei muito ansioso. No meu sentido profissional, eu lutei uma vez no LFA contra o (Anderson) Buzika e todo aquele murmurinho que vão chamar, vão chamar e não chamaram (pro Contender), vai entrar direto (no UFC), não entrei. Foi um ano de muita ansiedade, um dos piores anos na minha vida”

“Esse ano tomei a decisão de largar esse controle. A gente sempre fala muito que está nas mãos de Deus, mas muitas das vezes a gente continua querendo manipular o tempo, as situações e nada do que fiz adiantou ano passado. Esse ano só treinei sem pressão e esperei pelo tempo de Deus. E assim como meu amigo Milson (Castro) falou e sempre fala: ‘depois que tomei essa atitude, de viver uma vida leve, sem me apegar tanto a isso, foi como se Deus passasse uma graxa nas engrenagens da minha vida”

Samuel Caveira em pesagem oficial do Contender Series. Foto: Reprodução/Instagram @caveiramma

Importância da vitória

Diretamente de Tefé, Samuel precisou deixar seus pais no interior do Amazonas, para buscar a realização do seu sonho de entrar no UFC. Hoje, morando em Curitiba, o lutador segue ciente da importância que assinatura do contrato irá trazer para carreira e vida de sua família.

“Eles entendem (o peso do Contender). Meus pais juntos, são um time, eles sabem a importância, mas também não me botam pressão. Eu também não me sinto pressionado com nada, acho que minha própria personalidade me favorece, eu realmente não sinto pressão, não é uma coisa que sai da minha boca para tentar manipular (…) é claro que eu sei da minha responsabilidade, porque realmente é a luta da minha vida, eu realmente posso mudar a história da minha família, o curso natural que eles teriam”

Próximo adversário: Mandel Nallo

Favorito nas casas de apostas para confronto no Contender, Samuel se prepara para encarar Mandel Nallo. Canadense que possui 13 vitórias e três derrotas. Ciente da boa capacidade de seu próximo rival, o amazonense garantiu ter estudado todos os pontos que podem ser apresentados nesta terça-feira.

“A gente fez tudo em conjunto (parceiros de treino e mestre André Dida). Estudamos ele, vimos as lutas, os pontos fortes e as fraquezas e traçamos uma estratégia, um plano de jogo bom para pegar ele, mas ele é um cara bom, não tem como subestimar. Se está lá no Contender é porque merece, mas acredito que tenho todas as armas para acabar com ele”

Mandel Nallo em encarada com Samuel Caveira. Foto: Reprodução/Instagram @caveiramma

Estilo agressivo

Confortável com pressão imposta por Dana, que exige apresentações emocionantes no Contender Series, Samuel não expressa nada além de confiança para dar grande show diante dos mandatários.

“Converso muito isso com meus amigos. Meu estilo é claro em todas as minhas lutas, eu subo para acabar com as lutas e quando não acaba é sempre uma guerra. Minha própria personalidade eu sei que vai chamar a atenção, não vou forçar nada, quero subir lá e ser o mais simples possível, ser eu e soltar meu jogo. Tenho certeza que o que vai acontecer, vai impressionar o Dana White”

Desfecho dos sonhos

Por fim, o lutador imaginou como seria o cenário ideal para derrotar adversário e garantir contrato que mudará o curso de sua família.

“O desfecho perfeito é começar a luta, eu machucando as pernas dele, ele começando a sair do jogo, do controle de luta e acertando as mãos. O cenário perfeito seria dando um chute na cabeça dele e saindo para comemorar”, concluiu.

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Publicado por
Léo Guimarães