
Mackson Lee (esq) e Hecher Sosa (dir) em encarada no Contender Series. Foto: Reprodução/Alex Behunin
Tratado como a entrevista de emprego ‘mais difícil no mundo’, o Contender Series conta com diversos relatos sobre grande emoção e adrenalina durante preparação e realização do confronto. O evento agendado para esta terça-feira (16), no entanto, contará com drama nos bastidores, em que destaca a grande força do sonho dos lutadores em ingressar no UFC.
Aos 30 anos e vindo embalado por 10 triunfos consecutivos, o espanhol Hecher Sosa precisou tomar decisão crucial na carreira um dia antes da oportunidade de se apresentar diante de Dana White e seus aliados. Escalado para encarar o brasileiro Mackson Lee, o lutador foi avisado domingo (14) que seu pai havia falecido. Questionado pela organização se estaria apto a seguir no confronto, o prospecto não hesitou e aceitou desafio.
Em suas redes sociais, Hecher contou o que o motivou a não cancelar compromisso e destacou honra ao seu pai, que o acompanhou desde o início de sua trajetória.
“Às 5 da manhã de domingo, hora de Las Vegas, no dia em que começou o corte de peso, o meu irmão me ligou, me acordou e me disse: já era, mano, o pai faleceu.
Eu disse “tudo bem”, e desliguei, não consegui dizer mais nada.
Meu pai não iria me ver lutar… Não consegui dormir e comecei a pensar e pensei no meu pai me disse antes de partir: “Filho, não te preocupes, começamos isto juntos e vamos terminar juntos…Percebi que ele nos deixou vivos para que a sua alma voasse até aqui, até Las Vegas, para estar comigo, para sermos dois dentro do octógono.
Vou ganhar esta luta e não me importa quem seja o adversário, vou partir ele ao meio”, publicou Hecher em sua conta oficial do Instagram.
Hecher Sosa junto ao seu pai. Foto: Reprodução/Instagram @hechersosa
Representante da divisão peso galo (até 61,2kg.), o espanhol é apontado como ligeiro azarão para o confronto. Sosa e Lee realizam a luta principal do evento agendado para esta terça-feira (16), no Contender Series.
“Às 5 da manhã de domingo, hora de Las Vegas, no dia em que começou o corte de peso, o meu irmão me ligou, me acordou e me disse: já era, mano, o pai faleceu.
Eu disse “tudo bem”, e desliguei, não consegui dizer mais nada.
Desliguei para começar a chorar, a desmoronar, senti uma dor tão forte que não consigo explicar.
Meu pai não iria me ver lutar… Não consegui dormir e comecei a pensar e pensei no meu pai me disse antes de partir: “Filho, não te preocupes, começamos isto juntos e vamos terminar juntos…Percebi que ele nos deixou vivos para que a sua alma voasse até aqui, até Las Vegas, para estar comigo, para sermos dois dentro do octógono.
Meu empresário, da Iridium Sports Agency e o UFC perguntaram se eu queria continuar com a luta e eu disse que sim.
Porque sou um homem de palavra, porque tenho que honrar a memória do meu pai e se ele deixou o seu corpo para estar comigo dentro daquele octógono, estaremos naquele octógono e venceremos, porque começamos isto juntos, porque quando eu vencer, olharei para o céu e verei mais uma vez o seu rosto orgulhoso, não tenho dúvidas.
Vou ganhar esta luta e não me importa quem seja o adversário, vou partir ele ao meio.
Cumprimos com o peso como profissionais, apesar de me sentir triste, apesar de não dormir durante 30 horas, sem comer, sem beber, fazendo saunas, treinos, banhos… sem dúvida foi a redução de peso mais difícil da minha vida.
Deus dá as piores batalhas aos seus melhores guerreiros, e aqui estou eu mais uma vez à sua mercê para fazer história”.