
Jean Silva, Caio Borralho, Mauricio Ruffy e Carlos Prates representam a Fighting Nerds. Foto: Reprodução/Instagram
Derrotados nas últimas três lutas de seus principais atletas, a Fighting Nerds passou a ser alvo de duras críticas e questionamentos por parte de fãs e profissionais do esporte. Eleita como academia do ano em 2024, hoje, o time o brasileiro busca mudanças para conseguir retornar ao caminho das vitórias nas próximas aparições de seus atletas ranqueados.
De olho na situação, Kamaru Usman apostou em conselho respeitoso aos Nerds ao apontar maior brecha vista no jogo de alguns dos seus representantes. Segundo o ex-campeão, a contratação de um especialista na luta agarrada passa a ser extremamente necessária.
“Eles têm uma equipe incrível, acho que poderiam reforçá-la, provavelmente com alguém que trabalhe a luta livre. Ter essa experiência em luta livre é algo que Caio Borralho poderia ter utilizado para conseguir aquelas quedas na luta, o que eu acho que poderia ter ajudado ele e virado o jogo. Com Carlos Prates, na luta que ele perdeu para Ian Garry, é claro que Ian foi muito bom em se afastar e, então, talvez cair e conseguir uma queda, controlá-lo. Depois, na luta contra Mauricio Ruffy, Saint Denis estava em cima dele o tempo todo. Assim que o derrubou, ele conseguiu castigá-lo lá embaixo”, declarou Usman no Pound4Pound.
Por fim, Usman comparou sua trajetória no MMA e destacou grandes nomes que o ajudaram a lapidar habilidades no wrestling.
“Então, eu acho que esses caras definitivamente se beneficiariam com um treinador de wrestling. Tivemos o Greg (Jones) em um momento. Tivemos o Kenny Monday em um momento. Tivemos o Mike van Arsdale em um momento. Nossa equipe, acho que nossa base foi quando éramos os Blackzilians, era ótima. O que eles fizeram muito bem foi que o Rashad Evans fez questão de termos um treinador de wrestling, porque, obviamente, você sabe que o Rashad também é um wrestler. Tínhamos que ter um treinador de wrestling porque todos sabiam que nosso stand-up era muito bom naquela época, graças ao treinador Henri Hooft. Isso é algo que os Fighting Nerds podem utilizar: conseguir um bom treinador de wrestling”, concluiu.
Caio Borralho ao lado do técnico Flávio Álvaro no UFC Vegas 96. Foto: Reprodução/Instagram
Apesar da fala, atualmente a Fighting Nerds conta com participação de Flávio Álvaro, ex-lutador e especialista em golpes traumáticos no solo (ground and pound) e luta agarrada. A academia, apesar do manifesto público após derrotas, não mencionou intenção de contratações para auxiliar em determinada área do confronto.