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Estreante no UFC, Bia Mesquita revela desafios para adaptar jiu-jitsu ao MMA

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Bia Mesquita

Bia Mesquita é recordista de títulos no jiu-jitsu e campeã do LFA. Foto: Reprodução/Instagram @biamesquitajj

Lenda do jiu-jitsu e invicta em cinco lutas no MMA, Bia Mesquita irá realizar sua estreia no maior evento de MMA do mundo no card preliminar do UFC Rio contra a russa Irina Alekseeva, neste sábado (11). Apesar de ter conquistado o cinturão peso galo do LFA em sua última apresentação, a lutadora confessou ter enfrentado desafios ao adaptar as habilidades na arte suave para a realidade do octógono durante o media day do evento nesta quarta-feira (8).

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Ao ser questionada sobre o assunto pelo repórter Leonardo Guimarães, do SUPER LUTAS, a brasileira confessou que não foi tão simples se adaptar aos golpes traumáticos no chão, como socos e cotoveladas, conhecidos no MMA como ground n’ pound.

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“Meu jiu-jitsu era de muita pressão e posicionamento. Então acabei precisando mudar um pouco isso para aprender a bater, criar espaço para acertar socos e cotoveladas. Essa foi uma das maiores diferenças, mas não tive tanta dificuldade. Aprendo muito todos os dias e acredito que a cada luta mostrarei isso no octógono”, afirmou a lutadora, que treina na American Top Team sob a tutela do treinador Marcos Da Matta, conhecido como Parrumpinha.

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Bia Mesquita ao lado de Marco Parrumpa (dir), Leticia Ribeiro (esq) e Macarrão dos Santos. Foto: Reprodução/Instagram @biamesquitajj

Posteriormente, Bia também ressaltou a importância de evitar lutar por baixo em posições no solo. Por mais que tenha diversas habilidades técnicas na guarda, ela reconheceu que este aspecto pode não ser o mais vantajoso para se usar no MMA.

“Tenho tentado trocar esse instinto de competidora no jiu-jitsu para lutadora de MMA. Ficar fazendo guarda não é tão interessante na visão dos árbitros e para o público, porém adaptamos o jogo de guarda para ser mais agressiva e conseguir impor um jogo eficiente, mesmo por baixo. Então é uma questão de adaptação, mas claro que ficar por cima é ainda melhor e só precisamos adaptar para ser cada vez mais versátil e impor meu jogo em qualquer situação”, concluiu.

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Publicado por
Luís Antonio Cardoso
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