
Jake Paul com a bandeira dos Estados Unidos. Foto: Reprodução/X
A apresentação de Bad Bunny no show do intervalo do Super Bowl LX, neste último domingo (8), gerou uma polêmica que ultrapassou o universo da música e invadiu o mundo das lutas. Após criticar o artista porto-riquenho nas redes sociais, Jake Paul provocou repercussão e acabou sendo rebatido pelo próprio irmão, Logan Paul, além da campeã mundial Amanda Serrano, atleta agenciada por sua empresa de promoções, a Most Valuable Promotions (MVP).
Em publicação no seu perfil do X, antigo Twitter, ‘The Problem Child’ classificou o cantor como “falso cidadão americano” e fez uma crítica em relação ao espetáculo, pedindo aos fãs para desligarem a televisão enquanto a apresentação estivesse acontecendo.
“Desliguei propositalmente o show do intervalo. Vamos nos unir e mostrar às grandes corporações que elas não podem simplesmente fazer o que quiserem sem consequências (o que equivale à audiência para elas). Vocês são o benefício delas. Percebam que vocês têm poder. Desliguem esse intervalo. Um falso cidadão americano se apresentando, que odeia publicamente os Estados Unidos. Não posso apoiar isso”, postou o lutador em seu perfil.
A declaração logo repercutiu e gerou respostas públicas. Logan Paul discordou do irmão e saiu em defesa da representatividade porto-riquenha, destacando a importância cultural do momento no palco do Super Bowl.
“Eu amo meu irmão, mas não concordo com isso. Os porto-riquenhos são americanos e fico feliz que tenham tido a oportunidade de mostrar o talento que vem da ilha”, disse Logan.
Da mesma forma, Amanda Serrano, campeã peso pena e atleta da MVP, discordou de Jake Paul. A lutadora reconheceu sua gratidão profissional pelo norte-americano, mas afirmou não concordar com comentários que questionassem a identidade do povo porto-riquenho.
“Eu não teria as oportunidades que tenho hoje sem o apoio e a confiança que a Most Valuable Promotions e Jake Paul depositaram em mim, e serei eternamente grata pelo papel que desempenharam em ajudar a mudar minha vida e a elevar o boxe feminino. Ao mesmo tempo, quero deixar claro: não concordo com declarações que questionam a legitimidade ou a identidade do povo porto-riquenho e não posso apoiar essa caracterização. Está errada”, respondeu a campeão mundial.