
Francis Ngannou em sua segunda apresentação no boxe. Foto: Reprodução/Twitter/@francisngannou
Um dos principais nomes do MMA a não possuir relações comerciais com UFC, Francis Ngannou nunca escondeu o desejo de ascender financeiramente assim como as grandes estrelas do boxe mundial. Mesmo a contragosto de nomes como Dana White e Donn Davis, o Predador teve sucesso em sua empreitada e para isso, precisou se mostrar irredutível nas salas de reunião. Em entrevista ao canal Fight Hype no YouTube na última terça-feira (11), ele se mostrou incomodado com a forma como o legado dos lutadores se torna um ardil em meio à muitas negociações.
De maneira enfática, Ngannou tratou a discussão sobre legado como demagogia criada por promotores de eventos para justificar pagamentos baixos aos atletas. Para ele, o tema não pode ser um empecilho para se conseguir uma valorização salarial.
“Você não pode ir à loja e pagar com o legado. Isso é uma palhaçada que essas promoções dão aos lutadores, que eles estão lutando pelo legado. Que bom para vocês. Fiquem com o legado, me deem o meu pagamento”, afirmou o camaronês.
Dana White posa ao lado de Francis Ngannou. Foto: Reprodução/@francis_ngannou
O últimos anos da carreira de Francis Ngannou têm sido coerentes com a afirmação do lutador. Enquanto campeão dos pesados (até 120,2 kg.), ele conseguiu se livrar do contrato com o Ultimate e se tornar um agente livre, alegando baixos salários e falta de liberdade para competir em outras modalidades. Esta foi a primeira vez desde o fim do Pride FC que algo dessa maneira aconteceu.
Posteriormente, o camaronês assinou contrato com a PFL, mas realizou apenas uma luta de MMA por lá, nocauteando Renan Problema no primeiro round e se tornando campeão. No entanto, sua vida financeira mudou da água para o vinho devido a duas lutas de boxe contra as lendas Tyson Fury e Anthony Joshua. Agora, mais uma vez como agente livre, ele compete contra Philipe Monstro no primeiro card de Artes Marciais Mistas transmitido pela Netflix.