
D. Poirier (esq.) derrotou C. McGregor (dir.) no UFC 257. Foto: Reprodução/Instagram
Aposentado oficialmente desde o ano passado, Dustin Poirier continua sendo visto constantemente pelos fãs, agora como um dos comentaristas oficiais do UFC. No entanto, de acordo com o próprio lutador, a oportunidade para se destacar em meio aos demais atletas foi um resultado de uma simples vitória: Conor McGregor. O ex-campeão interino dos leves (até 70,3 kg.) falou sobre o assunto em entrevista ao podcast ‘The Joe Rogan Experience’ na última terça-feira (17).
De acordo com Poirier, mesmo já sendo uma figura respeitada e bem-sucedida numa das épocas de maior competitividade da categoria peso leve (até 70,3 kg.), apenas depois de vencer McGregor pela primeira vez que passou a perceber uma maior exposição fora da bolha do MMA.
“Lutei por 19 anos, e foi só depois daquela luta com o Conor que as coisas mudaram para mim em termos de reconhecimento. Abriu-se a porta para seminários, aparições, e eu já tinha participado de tantos eventos principais do UFC, lutado pelo cinturão, feito tudo isso, mas o nome daquele cara…”, afirmou o Diamante.
Dustin Poirier e Conor McGregor em encarada antes do UFC 264. Foto: Reprodução.
O caminho do Diamante e do Notório se cruzou pela primeira vez em setembro de 2014, quando ambos eram prospectos da categoria peso pena (até 65,7 kg.). Com uma língua afiada, o irlandês não teve problemas para afetar o psicológico do norte-americano e vencê-lo por nocaute ainda no primeiro round. Após isso, Poirier migrou para a divisão de cima, enquanto McGregor manteve sua ascensão e acabou por se tornar o homem a encerrar o reinado de José Aldo no final do ano seguinte.
A revanche entre os dois aconteceu em janeiro de 2021, quando ambos já eram figuras muito estabilizadas e conhecidas no esporte. Desta vez, o Diamante soube se adaptar ao estilo do rival para se tornar o primeiro homem a nocautear o irlandês num combate de MMA, no segundo round. O capítulo final da trilogia foi escrito em julho daquele mesmo ano, mas de maneira anticlimática. No final do primeiro assalto, o Notório fraturou a perna esquerda e acabou derrotado por nocaute técnico. Ele não voltou a lutar desde então.