
Carlos Ulberg em vitória no UFC Perth (Foto: Instagram/UFC)
Carlos Ulberg, ao que tudo indica, deve enfrentar dificuldades para retornar ao octógono do Ultimate. O neozelandês venceu Jiri Prochazka na luta principal do UFC 327, realizado no último sábado (11), mas sofreu uma lesão no joelho durante o confronto, situação que pode comprometer a realização de sua primeira defesa de cinturão.
Em entrevista a Ariel Helwani, o campeão revelou que ainda não há um diagnóstico definitivo sobre a gravidade do problema. Segundo Ulberg, ele fará exames assim que chegar a Las Vegas e relatou que sentiu o joelho instável durante a luta, como se estivesse ‘saindo do lugar’, além de destacar que a dor foi extremamente intensa.
“Ainda não sabemos ao certo se é um (ligamento cruzado anterior rompido). Vou fazer os exames quando chegar em Vegas…O joelho parecia que estava saindo e entrando do lugar… a dor era insuportável.”, disse Carlos Ulberg
De acordo com o médico esportivo e criador de conteúdo Brian Sutterer, a lesão sofrida por Ulberg é compatível com a ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA). O especialista explicou que o movimento da tíbia para frente no momento da torção, seguido pelo retorno brusco do osso, evidenciado pela ondulação da panturrilha, é um indicativo clássico desse tipo de lesão.
“A tíbia desloca-se para a frente quando o LCA é rompido, depois o ondular da panturrilha é quando a tíbia desloca-se de volta.”, escreveu Brian Sutterer.
A ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) é uma das lesões ortopédicas mais frequentes, sobretudo entre atletas. Responsável por estabilizar o joelho, o ligamento impede o deslocamento excessivo da tíbia em relação ao fêmur e auxilia no controle dos movimentos de rotação da articulação.
Na maioria dos casos, a lesão ocorre sem contato direto, sendo provocada por movimentos bruscos, como mudanças repentinas de direção com o pé fixo no chão, desacelerações rápidas, aterrissagens inadequadas após saltos ou até pela hiperextensão do joelho. No momento da ruptura, é comum relatos de um estalo, seguido de dor intensa, inchaço rápido e sensação de instabilidade, como se o joelho estivesse cedendo.
O tratamento varia conforme a gravidade e o perfil do paciente: pode ser conservador, com fisioterapia focada no fortalecimento muscular, ou cirúrgico, indicado principalmente para atletas, com reconstrução do ligamento por meio de enxerto. A recuperação completa, nos casos operados, pode levar entre nove e doze meses.