
Chimaev focado antes de lutar no UFC. Foto: Reprodução/Facebook/UFC
A polêmica envolvendo a pesagem de Khamzat Chimaev antes do UFC 328 segue repercutindo nos bastidores da organização. Após Sean Strickland derrotar o russo e reconquistar o cinturão dos pesos médios (até 83,9 kg), Eric Nicksick, treinador do norte-americano, abriu o jogo sobre toda a situação e revelou qual era a verdadeira preocupação da equipe durante a semana da luta.
Em entrevista ao site ‘MMA Fighting’, o treinador de Strickland afirmou que Chimaev tinha obrigação de bater o peso por ser campeão da categoria. Apesar disso, Nicksick garantiu que o time do norte-americano aceitaria o combate independentemente do resultado da balança.
“Bom, vamos começar pelo seguinte: ele é o campeão dos médios. Essa é a divisão dele, certo? Então é simples: ou você entrega o cinturão ou você o defende. Se vai deixar o cinturão e subir de categoria, tudo bem.
Mas, para mim, se você é o campeão dos 84 kg, tem o dever de defender esse título e também o dever de bater o peso. Agora, sobre toda essa situação da balança… não era nem sobre ‘ele bateu o peso ou não’.
As pessoas esquecem que, dependendo do quanto ele ganhava, aquilo poderia virar uma multa de 20% ou 30% da bolsa. E quer saber? Era isso que a gente queria. Queríamos esse dinheiro da multa. Queríamos esse imposto, bebê”, declarou Nicksick.
Na sequência, o treinador reforçou que Sean Strickland estava disposto a lutar de qualquer maneira, mesmo que Chimaev aparecesse acima do limite permitido pela comissão atlética.
“Íamos lutar de qualquer jeito. Ele poderia estar com 2 kg acima do limite e o Sean ainda aceitaria a luta. Isso não fazia diferença para nós, mas seria uma boa grana extra caso ele realmente tivesse falhado na balança”, afirmou.
Eric Nicksick comentou sobre a possibilidade de uma revanche imediata entre Sean Strickland e Khamzat Chimaev. O treinador deixou claro que não tem preferência sobre o próximo desafiante e reforçou a postura profissional da equipe.
“Eu não dou a mínima, cara. Não me importo. Isso não depende de mim. Nós somos mercenários. Você liga, fala quem precisamos enfrentar e esse é o nosso trabalho. Precisamos executar o plano de luta e resolver o problema.
É simples assim. Não existe emoção nisso. Nesse ponto da carreira, sendo campeão, não importa quem seja. Você tem que defender o cinturão contra quem o UFC mandar”, concluiu.