
Islam Makhachev foi campeão mundial no sambo. Foto: Reprodução/Instagram.
Ex-campeão dos leves (até 70,3 kg.) e em plena preparação para tentar defender a coroa dos meio-médios (até 77,1 kg.) pela primeira vez no próximo mês, Islam Makhachev já era um nome vencedor e bem-sucedido antes mesmo se fazer a transição para o MMA. Membro do Clã do Daguestão e parceiro de treinos de Khabib Nurmagomedov desde a infância, o russo foi bicampeão mundial de Sambo e sempre fez questão de enaltecer sua arte marcial de origem, o que já rendeu provocações ao jiu-jitsu, como lembrou Craig Jones em entrevista no ‘The Ariel Helwani Show’ na última segunda-feira (6).
Jones, que foi duas vezes medalha de prata no ADCC e dividiu o tatame com os melhores nomes do grappling da última década, também se dedicou a afiar a luta agarrada de grandes nomes do MMA. Neste contexto, ele participou ativamente dos camps de Alexander Volkanovski e Jack Della Maddalena para Islam Makhachev. Após assistir seus compatriotas serem superados, ele acabou sendo provocado pelo atual líder do ranking peso por peso.
“Foi engraçado porque, quando a luta acabou, o Jack (Della Maddalena) se levantou e o Islam começou a gritar comigo. A luta ainda estava rolando e eu não sei por que ele estava gritando comigo. Ele dizia algo como: “Cadê o seu jiu-jítsu agora?”. E eu só pensava: “Você não conseguiu a finalização, cara””, disse Jones.
Craig Jones on his much-discussed exchange with Islam Makhachev and Khabib Nurmagomedov following UFC 322:
“Islam was screaming at me. The fight was still going on… He’s like, ‘Where is your jiu-jitsu now?’ I was thinking in my head, ‘You didn’t get a submission, bro. Mission… pic.twitter.com/f89WsuF6UN
— Ariel Helwani (@arielhelwani) July 6, 2026
Craig Jones (dir.) ajudou Jack Della Maddalena (esq.) em treinamento para o UFC 315. Foto: Zuffa LLC/ UFC
Ao relembrar do confronto entre Makhachev e Maddalena, o australiano disse acreditar que as trocas de provocação antes do combate podem ter ajudado seu pupilo, que conseguiu resistir até o final dos 25 minutos, apesar de ter sido dominado e superado por decisão unânime.
“Quando tivemos a luta contra o Islam, obviamente foi decepcionante, mas fiquei muito orgulhoso dele por ter persistido e não ter sido finalizado. Gostaria de levar um pouco de crédito aí, já que falei tanta m**da sobre o Islam — ele ainda não finalizou nenhum cara que eu acompanhei no corner. E acho que ele realmente queria aquela finalização contra o Jack. Rolou aquela troca de provocações depois da luta e tudo mais. Então, sinto que, de certa forma, protegi o Jack de um ground and pound, porque o Islam pensava: ‘Vou finalizar esse cara e calar a boca dessa galera do jiu-jítsu de uma vez por todas’”, concluiu.