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A guerra do streaming invadiu o octógono

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guerra streaming invadiu octogono

A guerra do streaming invadiu o octógono. Foto: Reprodução

Os octógonos migraram definitivamente pra nuvem. Depois de anos concentrado em canais esportivos tradicionais ou no modelo engessado de pay-per-view, o MMA virou o centro das atenções dos executivos do streaming. A Paramount fechou um acordo colossal com o UFC pra ser a casa exclusiva das lutas nos Estados Unidos, a Netflix resolveu colocar os dois pés no mundo dos esportes ao vivo com a WWE e lutas de boxe mega-produzidas, enquanto a DAZN e o Amazon Prime Video continuam dividindo o resto do bolo com o PFL e eventos regionais.

A briga pelo sinal e o bolso do fã

Dá uma raiva danada quando o aplicativo resolve atualizar exatamente no momento em que os lutadores caminham pro octógono, bem na hora daquela música de abertura, e a tela fica rodando aquele círculo infinito enquanto a galera já tá comemorando o nocaute no grupo da família.

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Se a gente pensar no padrão antigo, a promessa da tecnologia era organizar a nossa rotina. O que sobra no final é um emaranhado de assinaturas acumuladas na fatura do cartão, a senha esquecida, a pizza fria na mesa, a verificação em duas etapas no celular que tá sem bateria e a incerteza de qual aplicativo vai transmitir o card preliminar do próximo fim de semana. As plataformas perceberam que o fã de luta é um consumidor extremamente fiel, daqueles que assinam o serviço só pra ver quatro horas de pancadaria no sábado e não cancelam o plano nem quando a mensalidade sobe.

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E aí tem o outro lado da moeda: o geoblocking. As negociações de direitos de imagem são feitas país por país, criando um cenário bizarro onde um evento disponível no catálogo padrão de um aplicativo em Nova York fica completamente bloqueado quando você tenta acessar do Brasil ou de Portugal. Quando os direitos de transmissão ficam picotados pelo mapa, a transmissão que passa na plataforma X aqui pode estar presa num canal a cabo fechado do outro lado da fronteira. Se a gente quer contornar esses bloqueios regionais sem ver aquela mensagem de erro na tela, saiba como uma VPN funciona no site da ExpressVPN antes de preparar a pipoca pra próxima rodada de preliminares.

A batalha das plataformas no mercado global

A Netflix percebeu rapidinho que eventos ao vivo geram o tipo de engajamento imediato que nenhuma série de ficção consegue replicar. Um nocaute avassalador em tempo real gera milhões de interações nas redes sociais em questão de segundos, arrastando aquela audiência que odeia ver gravação no day after.

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A Paramount gastou bilhões pra garantir que o fã não precise mais desembolsar valores absurdos por um único card no pay-per-view, apostando que o volume de novos assinantes no streaming vai cobrir essa conta no longo prazo. Já o PFL comprou o Bellator e garantiu espaço na DAZN, forçando todo mundo a se mexer no mercado.

Quem tenta acompanhar tudo acaba virando um gerente de TI doméstico, trocando de aba no navegador, testando conexões, conferindo o fuso horário e rezando pra internet da operadora não oscilar bem no quinto round de uma disputa de título.

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Publicado por
Redação SUPER LUTAS