
Dana White em evento do UFC. Foto: Reprodução/Facebook/UFC
O UFC Casa Branca, realizado no dia 14 de junho, entrou para a história como um dos eventos mais ambiciosos dos esportes de combate. No entanto, a grandiosidade teve um custo elevado para a TKO, empresa responsável pelo Ultimate. Montado no gramado da residência presidencial dos Estados Unidos, o card gerou um prejuízo financeiro de aproximadamente US$ 30 milhões (cerca de R$ 150 milhões).
Durante uma teleconferência com investidores, o diretor financeiro da TKO, Andrew Schleimer, explicou que o evento teve custos significativamente acima do normal, compensados apenas parcialmente pela venda total de cotas de parcerias globais. Ele destacou ainda que não houve comercialização de ingressos, o que impediu qualquer arrecadação com bilheteria.
“Com relação ao UFC Casa Branca, tivemos custos significativamente maiores do que o normal, que compensamos parcialmente com o inventário de parcerias globais esgotado. Vale lembrar que não vendemos ingressos e, portanto, não registramos nenhuma receita de eventos ao vivo. Dado o perfil do evento, que, como esperado, resultou em um prejuízo aproximado de US$ 30 milhões (cerca de R$ 159 milhões), nossas margens no UFC, bem como de forma consolidada, foram significativamente impactadas.”, disse o diretor financeiro da TKO.
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De acordo com o diretor, os custos iniciais do UFC Casa Branca eram projetados para ultrapassar os US$ 60 milhões (cerca de R$ 318 milhões). No entanto, a organização conseguiu amenizar o impacto financeiro por meio de parcerias firmadas para o evento.
UFC segue crescendo
Embora o prejuízo chame atenção, a empresa ainda registrou crescimento geral no segundo trimestre de 2026. Na segunda-feira (4), a TKO divulgou seus resultados financeiros do período, que incluíram as perdas do evento realizado na Casa Branca. Ainda assim, a companhia apontou avanço expressivo nas receitas.
A TKO informou que a receita do UFC aumentou 29% em relação a 2025, saltando de US$ 119,8 milhões (cerca de R$ 634,9 milhões) para US$ 535,7 milhões (cerca de R$ 2,84 bilhões) no segundo trimestre de 2026. O desempenho inclui um aumento de US$ 64,7 milhões (aproximadamente R$ 342,9 milhões) em direitos de mídia, impulsionado principalmente por novos acordos de transmissão com a Paramount+.
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