Judô: Corrêa e Riner confirmam favoritismo e conquistam Copa do Mundo

O último dia da Copa do Mundo de judô terminou sem surpresas. Os atuais campeões mundiais Luciano Corrêa, do Brasil, e Teddy Riner, da França, confirmaram o favoritismo e conquistaram as medalhas de ouro nas categorias meio-pesado e pesado, respectivamente.

Esta é a terceira vez que Luciano Corrêa conquista o primeiro lugar em uma Copa do Mundo. Campeão da edição brasileira no ano passado, o atleta também faturou a medalha de ouro na Copa do Mundo de Lisboa em 2006.

O título, porém, mais uma vez veio de forma sofrida, contra o velho conhecido Leonardo Leite, que na semi superou o francês campeão mundial de 2001, Frédéric Demontfaucon. O atleta carioca foi melhor que o titular da seleção no início e conseguiu dois yukos.

Apesar disso, mais uma vez Corrêa contou com seu grande preparo físico para sair de um resultado adverso e vencer o combate. Ele forçou três punições do adversário e ficou com o ouro no fim. “Eu tive que mudar a estratégia e ir para o ataque. E quando ataquei, levei mais um golpe. Então, passei a forçar a punição. É sempre assim, sofrido. No Mundial do ano passado e no Cairo, em 2005 (quando foi bronze), eu acreditei até o final e conquistei a medalha”, conta o brasiliense.

Na semifinal, o atleta do Minas Tênis enfrentou o santista Leandro Gonçalves, da seleção sub-23. O campeão mundial encontrou muitas dificuldades com a pegada de esquerda do adversário. No entanto, aumentou o ritmo da luta no fim, como faz com freqüência, e forçou duas punições ao judoca rival para ganhar a luta.

Já na categoria pesado, Teddy Riner não entrou no tatame para a disputa da semifinal. Ele deveria enfrentar João Gabriel Schlittler, mas o brasileiro ficou fora do torneio devido a uma lesão que sentiu no joelho direito em sua primeira luta do dia, na derrota para o italiano Paolo Bianchessi.

Seu adversário na decisão foi o reserva de Schlittler, Walter Santos, que superou Bianchessi na semifinal com um belo ippon. Depois de uma luta acirrada, eles foram para o golden score. Foi aí que Riner conseguiu um wazari para ficar em primeiro lugar.

“Walter é muito forte e difícil de mover, além de ter um ritmo de luta muito intenso. Eu gostaria de ter lutado contra o outro brasileiro (João Gabriel), mas foi uma boa competição. Eu não conhecia Walter e ele surpreendeu”, elogiou o francês.

O triunfo em Belo Horizonte representou o segundo ouro em Copas do Mundo para o francês no ano. Em fevereiro, ele também foi ouro no Torneio de Paris, o principal da categoria.

Demontfaucon e Leandro Gonçalves ficaram com a medalha de bronze no meio-pesado. Já no peso acima dos 100kg, Bianchessi e João Gabriel ficaram em terceiro lugar.

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