A decisão de pendurar as luvas perante o público canadense no UFC 315, em Montreal, no último sábado (10), não foi tomada de cabeça quente por José Aldo e nem teve relação direta com o resultado do duelo contra Aiemann Zahabi, no qual saiu derrotado em decisão polêmica. Na verdade, ela vinha sendo amadurecida pelo brasileiro antes mesmo dos problemas com a pesagem, que passaram longe de ser os únicos na preparação para o evento.
“Não foi questão de bater o peso, eu já vinha com isso na mente, já estava conversando com o Dedé (Pederneiras) e com a Viviane (esposa). Já queria passar para o outro lado. Não é questão de luta, de peso. É uma questão mais mental, de chegar lá dentro não de saco cheio, mas de ver que tenho que passar para o outro lado. Fico me cobrando, sempre exijo o máximo. Quero curtir a família, ser pai, pegar minha filha na escola, é isso que quero fazer”, explicou o ‘Rei do Rio’ em entrevista ao UFC Brasil.
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Embora não tenha sido uma decisão baseada em problemas físicos, é justo dizer que eles impulsionaram o desejo de José Aldo de se aposentar. A lenda do peso pena (até 65,7 kg) revelou ter sofrido com lesões e até mesmo doenças, que quase impediram sua participação no UFC 315, mas que o desejo de fechar o ciclo no Canadá, onde iniciou a trajetória no Ultimate, falou mais alto.
“Foram muitos problemas. Essa luta foi fogo. Tive um estiramento no braço, tive uma coisa que esqueci o nome na barriga, embaixo, chutando para caraca. Tive alguns problemas, virose, um bocado de coisas. Os médicos tentaram me tirar da luta e eu não queria, porque na minha cabeça já poderia ser minha última luta. Eu queria terminar aqui no Canadá. Comecei aqui e queria fechar aqui. Poderia fechar no Brasil, ou em qualquer lugar, mas quis fechar aqui no Canadá”, finalizou.
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