Brasileiro ignora alerta médico após infecção grave e expõe drama antes de derrota no UFC: ‘Não sentia a perna’

Lutador revela bastidores da luta e relata dores intensas provocadas por infecção grave na perna dias antes do evento

Allan Puro Osso derrotou Jafel Filho no UFC Vegas 107. Foto: Reprodução/Twitter/UFC News

Allan Puro Osso derrotou Jafel Filho no UFC Vegas 107. Foto: Reprodução/Twitter/UFC News

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Jafel Filho entrou no octógono do UFC Vegas 107 do último sábado (31) carregando mais que a pressão habitual das lutas. O brasileiro, que foi superado por Allan Puro Osso na decisão unânime dos juízes, lutou sob os efeitos devastadores de uma infecção bacteriana aguda. O problema teve início dias antes do combate, quando uma picada de inseto, inicialmente comparada a de aranha, desencadeou celulite infecciosa em sua perna.

Conforme relatos do atleta em seu Instagram oficial, a lesão o obrigou a pernoites no hospital. Médicos diagnosticaram a infecção e alertaram: ele não tinha condições físicas para competir. O quadro evoluiu para suspeita de erisipela e monitoramento de trombose, com inchaço progressivo e dores. Apesar disso, Jafel optou por viajar a Las Vegas sob tratamento intravenoso e posterior uso de antibióticos orais.

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“Quem tá perto sabe o quanto eu lutei fora do octógono pra que essa luta acontecesse. Há 6 dias, virei a noite no hospital para ser internado e dias seguidos para medicar contra dor por conta de uma picada de inseto, que parecia até de aranha. Cheguei lá com muita dor, mancando, sem conseguir nem encostar o pé no chão. O médico foi direto: “Você não tem condição de lutar.” O diagnóstico? Celulite infecciosa, sua perna esta toda infeccionada. Com o quadro piorando, veio a suspeita de erisipela e trombose. A perna inchando, ardendo. Eu sabia que o desafio estava só começando”, escreveu Jafel.

A debilidade física refletiu no desempenho. Durante os três rounds, movimentos limitados e dificuldade para distribuir peso no membro afetado comprometeram sua estratégia na luta agarrada. Filho admitiu falhas na execução de golpes e perda de sensibilidade na perna. Mesmo assim, resistiu até a decisão unânime dos juízes em favor de seu adversário.

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“Comecei o tratamento com antibiótico na veia e segui com o oral. A missão era simples: não desistir. E eu entrei no avião assim mesmo, com dor, com inchaço, mas com o coração em paz. Cheguei em Vegas sem conseguir pisar no chão. Na hora da luta, a perna travou. Eu já não sentia direito, não conseguia encaixar os golpes como deveria. Os movimentos não obedeciam, nem por cima nem por baixo. Mas mesmo assim, fui até o fim. Porque é isso que a gente faz: luta até o último segundo. E agora é focar em tratar essa enfermidade, voltar com saúde e dar a volta por cima com força total”, concluiu o lutador.

Jafel Filho teve a sequência de três vitórias quebradas, mas não atuava a um ano e dois meses. O lutador, agora, soma um cartel de 16 resultados positivos e quatro negativos.

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