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Ian Machado Garry é brasileiro? Entenda como o lutador pode conquistar título inédito para o Brasil no UFC 330

Irlandês de nascimento, Garry tem forte ligação com o país e pode se tornar o primeiro brasileiro campeão dos meio-médios caso supere Islam Makhachev no próximo sábado (15)

Ian Garry enfrenta Carlos Prates no UFC Kansas City. Foto: Reprodução/UFC

Ian Machado Garry enfrenta Carlos Prates no UFC Kansas City. Foto: Reprodução/UFC

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Ian Machado Garry terá a oportunidade de entrar para a história do MMA brasileiro no UFC 330, marcado para o próximo sábado (15). O irlandês encara Islam Makhachev na luta principal do evento e, em caso de vitória, pode impedir que o russo ultrapasse o recorde de 16 vitórias consecutivas de Anderson Silva. E de quebra, ‘The Future’ pode se tornar o primeiro ‘brasileiro’ a conquistar o cinturão dos meio-médios (até 77 kg) do UFC.

Embora seja irlandês, Ian Garry tem forte identificação com o Brasil e pode representar a bandeira verde e amarela no octógono mais famoso do mundo. O lutador é casado com a jornalista Layla Anna-Lee, de quem herdou o sobrenome ‘Machado’, tem um filho irlandês-brasileiro, se comunica em portugues e representa a equipe paulista Chute Boxe Diego Lima, ao lado de Charles do Bronx.

As raízes de Ian Garry no Brasil são tão fortes que o lutador chegou a pedir um CPF para confirmar sua nacionalidade após a vitória sobre Carlos Prates no UFC Kansas, em abril de 2025.

Ian Machado Garry pode representar o Brasil?

Embora tenha nascido na Irlanda, Ian Machado Garry pode ser considerado brasileiro caso obtenha a nacionalidade brasileira. A Constituição Federal reconhece como brasileiros natos, entre outras hipóteses, aqueles nascidos no exterior de pai ou mãe brasileira que sejam registrados em repartição brasileira competente ou que, posteriormente, optem pela nacionalidade brasileira.

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Já estrangeiros podem adquirir a nacionalidade por meio da naturalização, desde que cumpram os requisitos previstos na legislação. No caso de Garry, o lutador pode buscar a naturalização pela via ordinária, já que atende às exigências legais, como comunicação em português e ausência de condenação penal. Além disso, por ser casado com uma brasileira, o prazo mínimo de residência no país pode ser reduzido para um ano.

Brasil nunca teve um campeão nos meio-medios

Apesar de ser um dos países mais tradicionais da história do UFC, o Brasil nunca conseguiu formar um campeão na divisão dos meio-médios. Isso porque, dos seis brasileiros que já disputaram o cinturão da categoria, todos acabaram derrotados dentro do octógono.

  • Jorge Patino Macaco (1999): Foi o primeiro brasileiro a tentar o título da divisão (que na época era chamada de peso-leve). Ele enfrentou o campeão inaugural Pat Miletich no UFC 18, mas acabou derrotado por decisão unânime.
  • André Pederneiras (1999): O lendário líder da equipe Nova União enfrentou o mesmo Pat Miletich meses depois, no UFC 21. A luta foi interrompida pelo médico no segundo assalto devido a um corte, resultando em nocaute técnico a favor do norte-americano.
  • Thiago ‘Pitbull’ Alves (2009): Hoje treinador da American Top Team, o lutador disputou o cinturão contra Georges St-Pierre no histórico UFC 100. O cearense acabou superado pelo canadense na decisão unânime dos juízes após cinco rounds dominantes.
  • Demian Maia (2017): Após uma impressionante sequência de vitórias, o especialista em jiu-jitsu teve sua chance ao título no UFC 214 contra Tyron Woodley. Demian acabou sendo frustrado pela excelente defesa de quedas do americano e perdeu por decisão unânime.
  • Rafael dos Anjos (2018): Ex-campeão dos leves (até 70,3Kg), Dos Anjos subiu de categoria e disputou o cinturão interino dos meio-médios no UFC 225 contra o americano Colby Covington. Ele acabou derrotado também por decisão unânime dos juízes.
  • Gilbert Durinho (2021): O ultimo brasileiro a ter a oportunidade de disputar o cinturão dos meio-médios foi Gilbert Durinho. Na ocasião, o campeão mundial de Jiu-jitsu enfrentou Kamaru Usman no UFC 258 e chegou a balançar o nigeriano no início do combate, mas acabou nocauteado no terceiro round.

Sem saber o que é ter um campeão brasileiro na divisão, o Brasil tem boas chances de conquistar o topo dos meio-médios no curto prazo. Além do ‘emprestado’ Ian Machado Garry, Carlos Prates e Gabriel Marretinha também vêm ganhando força e se aproximando da elite da categoria.

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