Minotauro diz que trabalha para ‘controlar o ímpeto’ de Toquinho

Líder da Team Nogueira comenta negociações com WSOF, mas volta a defender seu atleta: ‘Ele não age de má fé’

Minotauro (Foto) diz estar acompanhando a situação de Toquinho de perto. Foto: UFC

Minotauro (Foto) diz estar acompanhando a situação de Toquinho de perto. Foto: UFC

Rodrigo Minotauro tem um papel fundamental para a continuidade da carreira de Rousimar “Toquinho” Palhares no MMA. Demitido do UFC após uma finalização sobre Mike Pierce, onde teria segurado uma chave de calcanhar por mais tempo que o necessário, o mineiro, atleta da Team Nogueira, recentemente assinou para competir no evento norte-americano World Series of Fighting.

Ray Sefo, presidente da organização, afirmou que Minotauro teve grande peso nas negociações, já que o ex-campeão do PRIDE e UFC garantiu que irá ajudar Toquinho a evitar polêmicas.

Em entrevista ao SUPER LUTAS concedida durante um evento na filial da Team Nogueira em Londrina (PR), Minotauro explicou o seu papel nas conversas com o WSOF. “Quem negociou mesmo foi o Alex Davis, que é o empresário dele. Mas eu participei, também. Estávamos entre esse evento e um outro na Ásia, mas o próprio Toquinho e nós optamos por Las Vegas devido à proximidade com o UFC, com uma visibilidade maior. Foi uma opção do Toquinho, já que também fica mais próximo do Brasil”, detalhou Minotauro.

O líder da Team Nogueira voltou a defender o seu atleta e garantiu que, apesar dos recentes acontecimentos, Toquinho não age de má fé. “O Ray Sefo falou com a gente que gostava do Toquinho, mas tinha medo. Mas o Toquinho não tem intenção de machucar. Eu conheço o cara, é um cara religioso, um cara do bem”, comentou. “Ele tem uma explosão física absurda, diferenciada, é um pouco estabanado. Se ele passar aqui, ele empurra alguém [risos]. Mas não há má fé de jeito algum. E eu vou tentar ir às lutas dele e ficar no córner para tentar controlar um pouco mais esse ímpeto antes da luta, o nervosismo”, comentou.

Contudo, apesar de reconhecer a situação na qual Toquinho se encontra, Minotauro acredita que houve um exagero na repercussão do ocorrido. Para ele, a natureza da chave de calcanhar impede que a posição seja sempre liberada imediatamente. “É uma finalização que se você hesitar, o cara sai. E muitas vezes o Toquinho foi prejudicado tanto no UFC como no ADCC. Ele perdeu uma finalização contra o Nate Marquardt porque ele não quis machucá-lo, sem contar quando ele solta quando batem e o rival diz que não bateu”, exemplificou.

“[Contra Mike Pierce] Naquela posição, o Toquinho estava de costas para o árbitro, então ele não viu. E, quando o árbitro entrou na frente dele, ele ficou menos de um segundo segurando. Mas ali foi a adrenalina. Acontece muito de um lutador dar um nocaute no outro e depois dar mais um soco. E isso demora mais tempo”, continuou o peso pesado.

Além disso, Minotauro considera que o procedimento utilizado pelo UFC dificulta as finalizações, e, por isso, Toquinho precisou segurar a posição com mais força. “É aquela história, até um pouco polêmico para falar. Na época do Japão, nós não passávamos vaselina no corpo, então se você pegava uma chave de braço ou de calcanhar, não saía. Hoje em dia, a vaselina no rosto cai pelo corpo com o suor e é como se fosse você agarrar um peixe dentro do aquário. É muito mais difícil, tanto é que há mais nocautes hoje em dia”, comentou.

Assim, Nogueira confia que o novo passo dado por Toquinho será importante para a recuperação de sua reputação. “A vida segue, vamos para outro evento e dar a volta por cima, se possível novamente no UFC. Ele quer voltar, quer pedir desculpas, mas é a opção do Dana White. Ele vê isso como maldade do Toquinho, mas eu não vejo”, encerrou.

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