Dida diz que atacou Sonnen por instinto: 'Minha intenção era separá-los' | SUPER LUTAS

Dida diz que atacou Sonnen por instinto: ‘Minha intenção era separá-los’

Treinador auxiliar rechaçou o rótulo de covarde e diz que quis proteger o amigo Wanderlei

Dida (dir.) é treinador de muay thai na equipe de Wand (esq.) no TUF. Foto: Reprodução/Facebook

Dida (dir.) é treinador de muay thai na equipe de Wand (esq.) no TUF. Foto: Reprodução/Facebook

A briga entre Chael Sonnen e Wanderlei Silva era, sem dúvidas, o momento mais aguardado pelos fãs na terceira temporada do The Ultimate Fighter Brasil. No enanto, após a exibição das imagens da confusão, neste domingo (13), a intervenção do técnico auxiliar André Dida, que também partiu pra cima do norte-americano, acabou ofuscando a própria altercação entre os rivais. Em entrevista, Dida justificou sua atitude, dizendo que agrediu Sonnen para fazê-lo parar com o atrito com Wanderlei.

VÍDEO: Veja a briga entre Wanderlei Silva e Chael Sonnen

“Eu sou treinador e eu tenho a minha própria academia. Eu digo às pessoas para não fazerem algo assim. Minha intenção era separá-los, mas eu tinha que fazer alguma coisa. Eu agi por puro instinto. Sonnen tem uma má reputação no Brasil, ele fala mer** sobre todo mundo, por isso é complicado me arrepender (do que eu fiz). Eu não podia deixar Wanderlei Silva em uma situação como essa”, disse Dida, em entrevista ao site “MMA Fighting”.

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O técnico de muay thai também apresentou a sua versão sobre o ocorrido. “Os treinadores estavam atrás das portas quando eles começaram a discutir. Eu conheço o Wanderlei Silva, e sei que ele estava se preparando para brigar, então todos nós corremos em sua direção. Minha intenção era tirar o Wanderlei dali, mas tudo aconteceu muito rápido. Quando eu cheguei perto, o Sonnen o derrubou. Minha intenção era separá-los, mas eu vi o Sonnen tentando socá-lo, então, na minha mente, pensei que eu tinha que tirar o Sonnen dali o mais rápido possível para fazê-lo parar de socar o Wanderlei. Eu nunca deixaria o Wanderlei numa situação ruim. Eu soquei o Sonnen para fazê-lo parar, mas ele não parou. Tentaram me tirar dali, mas eu voltei e soquei-o novamente. Eu só queria tirar o Sonnen dali”, contou.

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Por fim, André rebateu as críticas que vem recebendo, principalmente nas redes sociais, sobre a forma como atacou Sonnen. “Muitos me chamaram de covarde, mas essa não é a verdade. Eu seria covarde se não tivesse feito nada. Eu estava vendo alguém que admiro desde os meus 13 anos em uma situação ruim, então precisava fazer alguma coisa. Meu corpo me disse para bater nele para acabar com a briga. Eu queria que o Sonnen se levantasse e brigasse comigo. Eu queria tirá-lo de cima do Wanderlei, e agora as pessoas me chamam de covarde. Imagine que você está no supermercado e alguém vai para cima da sua mãe, do seu irmão. Seu instinto te diz para pará-lo o mais rápido possível. Eu fiz a mesma coisa com o Wanderlei assim que vi que o Sonnen estava tentando machucá-lo”, concluiu.

Após incidente, Dida teve que assinar termo de conduta para seguir no UFC

Toda a confusão envolvendo a briga entre Chael Sonnen e Wanderlei Silva, além da agressão de Dida ao norte-americano, não passou batida aos olhos do Ultimate. A organização, que tem um código de conduta interno bastante rigoroso, exigiu que o treinador de muay thai assinasse um termo no qual se compromete a não envolver-se mais em episódios como o das gravações do TUF, sob pena de não poder mais atuar em nenhuma atividade relacionada ao UFC.

“Eu tive que assinar um contrato afirmando que eu nunca mais me envolverei em algo do tipo no UFC ou eu serei banido do córner. O que aconteceu no programa morreu ali. Se algo pior tivesse acontecido ao Sonnen, talvez eles teriam decidido algo diferente”, afirmou Dida, que depois do incidente nas gravações do reality show já foi córner de Godofredo Pepy no UFC Fight Night 39, em Natal (RN), no último dia 23 de março.

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