Destaques do UFC aprovariam chegada de lutador gay do sexo masculino

Liddell, Benavidez e Tate falaram à emissora norte-americana “FOX Sports” sobre o assunto, que ainda é tabu

L. Carmouche (foto) faz sua segunda luta no UFC contra J. Andrade. Foto: Josh Hedges/UFC

L. Carmouche (foto) foi a primeira lutadora do UFC a se assumir homossexual. Foto: Josh Hedges/UFC

Assim como acontece em vários esportes, o assunto homossexualidade ainda é um tabu no mundo do MMA. Desde o surgimento do UFC, em 1993, nenhum lutador do sexo masculino da elite do esporte assumiu publicamente ser gay – no entanto, alguns dos nomes de destaque do Ultimate acreditam que a presença de um homossexual no MMA não seria um grande problema.

Joseph Benavidez, atual número dois do ranking da categoria dos moscas do UFC, admitiu que até acharia interessante a participação de um homem gay em uma luta de destaque. “Por que não? Seria legal ver um cara gay simplesmente surrando alguém. Acho que seria muito mais legal. Arrebentaria com o estereótipo”, analisou, em entrevista ao site da emissora norte-americana “FOX Sports”.

Benavidez também acredita que tal lutador gay não receberia críticas extras por conta de sua orientação sexual. “Os fãs vão falar besteira para você não importa qual é sua orientação sexual”, ponderou.

Já Chuck Liddell, ex-campeão dos meio-pesados e membro do Hall da Fama do UFC, acredita que, caso alguém se assumisse gay no MMA, não faria diferença. “Se ele é durão, quem se importa? Se ele é um lutador, é um lutador. Desde que ele vença lutas, não importa”, avaliou, de forma breve.

Liz Carmouche foi a primeira atleta do UFC a se assumir homossexual. A lutadora, ex-integrante da Marinha norte-americana, chegou a disputar o cinturão da categoria galo feminina, perdendo para a campeã, Ronda Rousey. Em julho do ano passado, ela fez a primeira luta entre homossexuais no evento, superando a brasileira Jéssica Andrade por nocaute técnico.

Sua mais recente adversária, Miesha Tate, considera que o assunto deveria ser tratado com mais naturalidade. “As pessoas não deveriam ter medo de ser quem elas são. Ponto final”, comentou. “Independentemente daquilo que você é, no fim das contas, isso cabe somente a você”, concluiu a lutadora.

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