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Brasil e México: como Diego Lopes construiu sua carreira com as duas bandeiras no UFC

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Diego Lopes é um dos destaques do peso pena do UFC. Foto: Reprodução/Instagram/diegolopesmma

Diego Lopes é um dos destaques do peso pena do UFC. Foto: Reprodução/Instagram/diegolopesmma

Um dos principais nomes do UFC 314, que acontece neste sábado (12) no Kaseya Center, em Miami, Diego Lopes personifica uma história de identidade dividida. O brasileiro, que enfrenta o ex-campeão Alexander Volkanovski pelo cinturão vago dos penas (até 65,7kg.), carrega consigo não apenas a bandeira do Brasil, mas também a do México — país que o acolheu e transformou sua trajetória no MMA.

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Nascido em Manaus, Diego deixou o Brasil em 2015 para ensinar jiu-jítsu em Puebla, no México, onde construiu uma carreira sólida e uma relação profunda com a cultura local. Hoje, radicado no país, ele treina na Lobo Gym, academia que também abriga a ex-campeã peso mosca (até 56,7kg.) Alexa Grasso, e não esconde o orgulho de representar ambas as nações.

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“Tenho sangue brasileiro e coração mexicano. O México me adotou e foi a ponte para chegar ao UFC”, declarou o lutador em entrevista ao ‘UmDois Esportes’.

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A fala reflete anos de desafios, desde a derrota no Dana White’s Contender Series em 2021 até a ascensão meteórica no Ultimate, com cinco vitórias consecutivas, incluindo nocautes rápidos e finalizações. A dualidade, porém, nem sempre foi bem recebida por parte do público brasileiro. Em conversa ao canal Sexto Round, Lopes abordou as críticas.

“Entra no ouvido e sai pelo outro. Sei o que passei e o que o México fez por mim. Quando pedi ajuda ao Brasil, foi negada; aqui, recebi apoio”, reforçou.

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Com um cartel de 26 vitórias e 6 derrotas, Lopes se destaca pelo jiu-jítsu refinado — herança de um treinamento iniciado aos 5 anos — e por um poder de striking surpreendente. Sua estreia no UFC, em maio de 2023, foi marcada por uma luta dura contra Movsar Evloev, mesmo sem preparação ideal.

Desde então, o atleta acumula performances impressionantes, como o nocaute em Sodiq Yusuff no UFC 300, e a vitória sobre Brian Ortega no UFC 306, que o colocou no topo da divisão. Agora, diante de Volkanovski, considerado um dos maiores da história dos penas, Diego encara seu desafio definitivo.

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Diego Lopes fala mal do Brasil?

Enquanto prepara a luta, Diego Lopes também enfrenta questionamentos sobre sua lealdade. Renato Moicano, lutador e comentarista da organização, reconheceu seu talento, mas criticou a postura em relação ao Brasil.

““Diego Lopes é um cara bom pra caral**, cinco vitórias e uma derrota no UFC. Mas sei lá, tenho minhas restrições com o Diego Lopes porque ele defende muito o México, sacou? Ele tem todo o direito, mas aí ele fala mal do ‘Bostil’ pra falar bem do México? O México é muito pior que o ‘Bostil’, tá de brincadeira, véi. Brincadeiras à parte, ele é um excelente lutador”, disse Moicano.

Embalado por cinco vitórias seguidas, Diego enfrenta Volkanovski neste sábado (12) na luta principal do UFC 314. Agendada para ocorrer em Miami (EUA), a luta será válida pelo título vago dos penas.

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Publicado por
Igor Ribeiro
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