
Dakota Ditcheva ganhou US$ 1 milhão ao derrotar Taila Santos nas finais da PFL / Reprodução PFL
Quem ama o que faz na profissão, sempre quer ter serviço. E no mundo dos esportes de combate não é diferente. Ficar longos períodos sem lutar, seja por qualquer contratempo, acaba se transformando em uma solitária e triste jornada para o atleta.
É o que está acontecendo com uma lutadora que foi grande revelação da PFL no ano passado. A invicta Dakota Ditcheva venceu todas as suas 14 lutas na carreira e conquistou em 2024 o cinturão da organização na categoria peso mosca feminino (até 56,7kg.). Apesar de todo esse hype, a lutadora britânica sequer sabe quando deve voltar ao decágono da PFL.
“Não estou ouvindo muita coisa. Obviamente, o torneio (de 2025) acabou de começar para as meninas, o que me deixa muito feliz por todas que estão nele – mais ou menos. Eu também gostaria de participar. Estou feliz em ver as meninas construindo a divisão e dando início a isso. No meu caso, não sei bem o que está acontecendo. A única coisa que ouvi é que a vencedora desse torneio pode lutar comigo no final do ano, o que é bom, mas me deixa muito tempo sem lutar. Espero que eu e a PFL possamos resolver algo antes disso e me colocar de volta para os fãs”, disse Ditcheva em entrevista ao portal norte-americano ‘MMA Junkie’ nesta quinta-feira (17).
Toda essa situação de ver outros atletas se preparando tem causado a Dakota um sentimento de frustração.
“Estou arrasada por não ter conseguido nada ainda. Eu penso: ‘Me arranjem qualquer coisa’. Eu entendo que é difícil para a PFL. Eles colocaram todas as meninas no torneio. Agora eles precisam encontrar alguém que me dê uma boa competição. Eles não podem me dar alguém que acabou de assinar com a PFL e não tem muita experiência. Não faz muito sentido. Acabei de vencer a (Taila) Santos. Com muita facilidade. Com certeza está me testando. Provavelmente foi por isso que voltei para casa, porque no começo eu estava aqui na Flórida treinando e nada aconteceu. Ver todo mundo treinando para este torneio foi realmente desanimador para mim. Voltei para casa, me revigorei um pouco e agora estou de volta, pronto para voltar à academia e, com sorte, algo acontece”, acrescentou a britânica.
Parafraseando a famosa questão ‘nada é tão ruim que não possa piorar’, Ditcheva ainda levantou outro ponto importante. Caso alguma adversária não esteja em condições de enfrentá-la no fim de 2025, o limbo pode durar ainda mais para a campeã.
Taila Santos perdeu para Dakota Ditcheva na PFL / Reprodução X
“Eles dizem: ‘Ah, vamos te colocar no final do ano’. E se o campeão não sair ileso da luta? E se ele estiver lesionado? Alguém que já lutou três vezes, quer lutar comigo no final do ano? Eles podem dizer: ‘Desculpe, estou lesionado ou não quero lutar este ano, mas farei em janeiro’. Isso significa um ano inteiro fora para mim. É um teste, com certeza, mas algo vai acontecer”, afirmou.
Ditcheva se tornou campeã no dia 29 de novembro do ano passado após nocaute técnico no segundo round sobre Taila Santos, em Riad, na Arábia Saudita, conquistando o prêmio de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5.855.300). A lutadora de 26 anos diz que aguarda ansiosa para viver mais momentos intensos na PFL.
“O prêmio foi incrível, o cinturão é incrível, mas, para mim, eu quero lutar. Sempre fui uma lutadora muito ativa, então isso agora, especialmente sem ter nada sequer marcado, é um desafio mental. Preciso mesmo acreditar no processo e deixar tudo acontecer como deveria”, concluiu.